
Por Gabriel Benevides, de Brasília
A arrecadação do governo federal atingiu R$ 222,12 bilhões em fevereiro de 2026. O valor representa um novo recorde para o mês na série histórica do indicador. Os dados foram divulgados nesta 3ª feira (24.mar.2026) pela Receita Federal.
O crescimento foi de 5,68% comparado ao mesmo período do ano passado, em valores corrigidos pela inflação.
A arrecadação em fevereiro de 2026 foi composta por:
- R$ 215,21 bilhões arrecadados pela Receita.
- R$ 6,91 bilhões arrecadados por outros órgãos.
De todos os tributos de competência da Receita, o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) apresentou uma das maiores altas. Foram R$ 8,70 bilhões no 2º mês deste ano ante R$ 6,4 bilhões no mesmo período de 2025 –crescimento real de 35,73%.
O resultado foi impulsionado pelo decreto que aumentou a alíquota do imposto financeiro para diversas operações, incluindo câmbio e cartão internacional. As regras valem desde 2025.
Outra alta relevante veio no IRRF (Imposto de Renda Retido na Fonte) sobre rendimentos de capital, que bateu R$ 11,60 bilhões em fevereiro e expandiu 19,44% em relação ao mesmo período do ano passado.
Coordenador de Previsão e Análise da Receita, Marcelo Gomide afirmou que a alta se deve pela atratividade de investimentos tributados com IRRF. Ele deu entrevista a jornalistas na sede do Ministério da Fazenda, em Brasília. O Portal da Reforma Tributária estava presente no local.
“Ainda temos taxas de juros muito atrativas e isso faz com que tenhamos ganhos no Imposto de Renda Retido na Fonte sobre rendimentos de capital”, disse Marcelo.
A arrecadação com os principais tributos sobre o consumo (PIS/Pasep e Cofins) cresceram 8,45% em fevereiro na comparação com o mesmo mês de 2025 e atingiram R$ 47,7 bilhões.
Segundo a Receita, o resultado foi impulsionado pela atividade econômica aquecida. Leia abaixo como se comportou a arrecadação de cada tributo:

ACUMULADO DO ANO
A arrecadação de janeiro a fevereiro de 2026 bateu R$ 547,87 bilhões. Representa um acréscimo pela inflação de 4,41% e também é um recorde na série histórica.
Leia abaixo o relatório divulgado nesta 3ª feira pela Receita Federal:




