
Por Enzo Bernardes
A reforma tributária do consumo deve gerar uma otimização para a Itaúsa, afirmou a CFO da companhia, Priscila Grecco. Segundo ela, isso ocorre porque, com a reforma, PIS e Cofins deixam de existir e o Juros de Capital Próprio (JCP) deixa de ser tributado por esses impostos:
“Hoje temos uma ineficiência fiscal relevante, que representa cerca de R$ 850 milhões por ano em despesas com PIS e Cofins. Esse valor decorre do que pagamos sobre o JCP recebido de nossas investidas, especialmente do Itaú Unibanco, que é o maior pagador desse tipo de JCP”, disse, em entrevista à CNN Brasil.
Ela afirma que o efeito é positivo não apenas para a Itaúsa, mas para todas as holdings que recebem JCP. No entanto, destaca que a companhia se diferencia por ter o Itaú Unibanco como um grande pagador desse tipo de rendimento, o que amplia o impacto positivo em relação às demais holdings brasileiras.
Na avaliação dela, a mudança representa um fator positivo para o desempenho consolidado do portfólio, ao reduzir uma ineficiência fiscal relevante. Atualmente, essa distorção é apontada como responsável por uma parcela significativa do desconto das ações da companhia, estimado entre 6 e 7 pontos percentuais em relação ao valor de mercado de seus ativos. A expectativa é de que, com o fim dessa ineficiência já no próximo ano, haja redução desse desconto e, consequentemente, potencial valorização dos papéis.
Revista da Reforma Tributária
- Se você ainda não é assinante, adquira aqui o acesso.


