Arrecadação federal bate R$ 325,8 bilhões em janeiro e renova recorde

Notas de reais
Foto: Marcos Santos via USP Imagens

Por Gabriel Benevides, de Brasília

A arrecadação do governo federal atingiu R$ 325,8 bilhões em janeiro de 2026, divulgou a Receita Federal nesta 3ª feira (24.fev.2026). O crescimento foi de 3,56% comparado ao mesmo período do ano passado, em valores corrigidos pela inflação. Representa um novo recorde para o mês na série histórica.

O valor para janeiro de 2026 foi composto por:

  • R$ 313,2 bilhões arrecadados pela Receita.
  • R$ 12,6 bilhões arrecadados por outros órgãos.

De todos os tributos de competência da Receita, o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) apresentou uma das maiores altas. Foram R$ 8,0 bilhões no 1º mês deste ano ante R$ 5,4 bilhões no mesmo período de 2025 –crescimento real de 49,05%.

O resultado foi impulsionado pelo decreto que aumentou a alíquota do imposto financeiro para diversas operações, incluindo câmbio e cartão internacional. A Receita Federal reconhece o efeito do IOF na arrecadação de janeiro.

“Esse resultado decorreu, principalmente, das operações de câmbio relativas à saída de moeda estrangeira, das operações de crédito e relativas a títulos e valores mobiliários, decorrentes de alterações na legislação”, diz o órgão em nota explicativa.

O IRRF (Imposto de Renda Retido na Fonte) sobre rendimentos de capital também apresentou uma expansão anual relevante em janeiro, de 32,6%. A cobrança sobre os JCP (Juros sobre Capital Próprio) impulsionou os valores, segundo o Fisco.

Entretanto, a Receita explicou que o resultado não necessariamente veio pela alta de 15% para 17,5% no IR sobre os JPC, aprovada pelo Congresso em dezembro de 2025 com apoio do governo. Porém, pode haver um efeito indireto por causa da distribuição acelerada para blindagem da cobrança da nova alíquota.

Marcelo Gomide, Coordenador de Previsão e Análise da Receita, disse que as altas diretas podem ser refletidas a partir da arrecadação de fevereiro, caso haja uma distribuição de JPC no começo do ano.

“Toda vez que mudamos um tributo, é de se esperar que o comportamento também possa ser alterado. Agora, a gente não consegue saber se houve ou não [sobre o JCP]”, declarou Gomide em entrevista a jornalistas.

Já as altas da CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) sobre as fintechs e do tributo cobrado a casa de apostas on-line devem se refletir somente na arrecadação de maio, porque há noventena para as novas regras.

Leia abaixo o panorama da arrecadação por tributo:

A seguir, a íntegra da nota explicativa da Receita Federal:

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