Cigarros: entenda a alta do IPI e a elevação do preço mínimo

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Reprodução: Marcello Casal Jr via Agência Brasil

Por Gabriel Benevides

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou na 2ª feira (6.abr.2026) que o governo vai aumentar  alíquota ad rem do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) sobre os cigarros. O valor passará de R$ 2,25 para R$ 3,50.

Uma alíquota ad rem é um valor fixo cobrado por unidade (ex.: por litro, quilo ou embalagem), independentemente do preço do produto. No caso do cigarro, o objetivo do imposto é desincentivar o consumo.

O maço de cigarro também sofrerá uma elevação do preço mínimo de R$ 6,50 para R$ 7,50. Ou seja, o item não poderá ser comercializado formalmente por um valor inferior.

Todos os ajustes sobre o produto renderão uma arrecadação de R$ 1,2 bilhão em 2026, afirmou Durigan.

O dinheiro servirá para compensar a desoneração do PIS (Programa de Integração Social) e da Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) sobre o biodiesel e sobre o querosene de aviação. Entenda mais nesta reportagem.

Ambos os combustíveis tiveram os tributos zerados até o fim de maio deste ano com o objetivo de controlar o preço dos produtos, que tem oscilado por causa da guerra entre Estados Unidos e Irã. Além disso, Dario Durigan citou questões de saúde pública para justificar a medida.

“Houve uma majoração no ano passado para o cigarro. Essa majoração não teve o efeito esperado, tanto pela área da saúde, quanto pela área hospitalar, de diminuição, de desincentivo ao consumo. Portanto, agora será feito mais uma majoração”, declarou o ministro da Fazenda em entrevista a jornalistas na 2ª feira.

Ele assumiu o cargo em março no lugar de Fernando Haddad (PT), que deixou o posto para concorrer ao governo estadual de São Paulo nas eleições. Antes, Dario Durigan era secretário-executivo da pasta.

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