
Por Redação
Uma fala do prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (União Brasil), motivou uma nota de repúdio do CRCGO (Conselho Regional de Contabilidade de Goiás). “Contador está assaltando o empresário”, afirmou o político em 12 de fevereiro durante entrevista à Rádio Terra.
Mabel declarou que há escritórios cobrando R$ 40 para cada cliente para emitir nota fiscal. Segundo ele, esse valor vale para emissão de vários documentos –não só de um cliente.
“Um contador pode emitir para 1.000 empresas. Ele tem o programa, pode emitir quantas notas ele quiser. Não é que pode emitir 10 notas ou 20 notas. Não é assim. Então não tem custo”, disse o prefeito.
O CUSTO DAS NOTAS
A Prefeitura de Goiânia adotou a NFS-e (Nota Fiscal de Serviços Eletrônica) de padrão nacional desde dezembro 2025 por causa das exigências da reforma tributária.
O órgão determinou que os contadores precisam contratar um software terceirizado para emitir no novo padrão. O custo varia de R$ 39,90 a R$ 109,90, com algumas diferenças entre os planos.
Diversos profissionais de contabilidade criticaram a prefeitura por adotarem um sistema terceirizado em vez de aderir ao software de padrão nacional desenvolvido pelo governo federal.
A REAÇÃO DO CFC
O conselho definiu a declaração do prefeito como “grave, desrespeitosa e injusta”. Defendeu que os profissionais da contabilidade atuam para orientar empresários.
“A fala é grave, desrespeitosa e injusta com milhares de profissionais da contabilidade que atuam de forma ética, técnica e responsável, cumprindo rigorosamente a legislação vigente e orientando empresários quanto às constantes atualizações normativas impostas pelos entes públicos”, diz a nota do CRCGO.
O Portal da Reforma Tributária entrou em contato nesta 5ª feira (19.fev.2026) com a assessoria de comunicação da prefeitura de Goiânia via e-mail e perguntou se Sandro Mabel teria algum posicionamento sobre a nota do conselho. Não houve resposta até a publicação desta notícia. O texto será atualizado se houver o envio de uma manifestação.
Ao final da nota de repúdio, o CRCGO pediu“respeito à contabilidade […] às empresas e à sociedade”. Leia o texto completo abaixo:





