Por Redação
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse na 3ª feira (31.mar.2026) que a Receita Federal prepara um modelo mais automatizado para declaração do IR (Imposto de Renda). Segundo ele, a ideia é abandonar o preenchimento manual para um sistema em que seja necessário apenas validar os dados.
Na prática, a medida seria uma ampliação da atual declaração pré-preenchida. Por mais que a modalidade exista, o Fisco ainda pede que os contribuintes confiram e adicionem informações manualmente, já que os dados são fornecidos por terceiros.
Dario apresentou a proposta na reunião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com os ministros do governo. A fala do chefe da Fazenda está destacada na capa desta notícia.
“Estamos fazendo a declaração pré-preenchida. Presidente, o que eu tenho pedido para a Receita é que a gente construa o sistema para logo. Que a gente não precise declarar mais Imposto de Renda. Como temos um país informatizado, as informações dos bancos, das empresas, dos planos de saúde… Isso tudo vai sendo colocado no sistema e a pessoa tem que validar, simplesmente”, disse o ministro a Lula.
O novo ministro assumiu o cargo nesta em março no lugar de Fernando Haddad (PT), que deixou o posto para concorrer ao governo estadual de São Paulo nas eleições. Antes, era secretário-executivo da pasta.
IMPOSTO DE RENDA 2026
O prazo para a entrega das declarações do IRPF (Imposto de Renda Pessoa Física) se iniciou em 23 de março. A entrega termina em 29 de maio. A expectativa do Fisco é receber 44 milhões de declarações dentro do período.
O Fisco inicou neste ano a política de alertas automáticos para prevenir erros. Também ampliou o cruzamento de dados com objetivo de aumentar a precisão das declarações e reduzir inconsistências.
Estão obrigados a declarar quem recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584 ou receita bruta rural superior a R$ 177.920. Ficam dispensados quem ganha até 2 salários-mínimos mensais em 2025, salvo outras exigências. Os demais critérios de obrigatoriedade foram mantidos.
REFORMA DA RENDA
A lei da reforma da renda (nº 15.270 de 2025) isentou IR sobre contribuintes que recebem até R$ 5.000 ao mês.
Ocorre que as declarações enviadas em um ano refletem os ganhos recebidos no exercício anterior. Ou seja, a prestação de informações em 2026 diz respeito às receitas de 2025.
Portanto, a isenção até R$ 5.000 será refletida nas declarações da edição de 2027 do IRPF.
No bolso de quem se enquadra nas novas faixas, as diferenças já podem ser sentidas. Isso porque o IR retido já no recebimento dos salários é declarado de forma automática mensalmente. Porém, só 13,5% das pessoas beneficiadas pela redução do IR em 2026 dizem que o dinheiro da economia serviu para aumentar o consumo, segundo pesquisa da consultoria Plano CDE.




