Deputados do Novo apresentam projeto com teto de 5% para o Imposto Seletivo

Imposto Seletivo
Imagem gerada por inteligência artificial a pedido do Portal da Reforma Tributária

Por Gabriel Benevides, de Brasília

Deputados do partido Novo apresentaram nesta 4ª feira (4.mar.2026) um projeto de lei complementar (PLP 42 de 2026) que prevê um teto de 5% ao IS (Imposto Seletivo). 

O texto também tem trechos que deixam clara a natureza extrafiscal do tributo. Ou seja, que não serve para aumentar a arrecadação federal, mas para fins regulatórios. 

O PLP define os seguintes critérios para que seja observado um fim arrecadatório com o imposto:

  • Exposição de motivos da lei indicar objetivo de aumento permanente de receita.
  • Majoração sem estudos técnicos que demonstrem adequação, necessidade e proporcionalidade regulatória. 
  • Efeitos arrecadatórios superam os objetivos regulatórios pretendidos.

O Imposto Seletivo foi criado pela reforma para incidir sobre produtos considerados danosos à saúde e ao meio ambiente, como bebidas alcoólicas e cigarros. 

Apesar da natureza regulatória, o fato é: quanto maior forem as cobranças sobre esses itens, menor será a alíquota padrão da CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços). Isso porque o aumento da arrecadação com o IS compensa uma porcentagem geral mais branda ao mesmo tempo em que mantém a neutralidade da reforma.

O PLP 42 também diz que a lei ordinária com os valores do imposto deve vir acompanhadas de explicações sobre o produto tributado, ineficácia de outros métodos de controle e impactos econômicos.

Quaisquer congressistas podem apresentar projetos de lei. Isso não significa necessariamente que as matérias avançarão no Congresso. Isso depende –e muito– de negociações políticas.

Leia abaixo a íntegra do projeto apresentado pelo Novo, que mudaria a 1ª lei de regulamentação da reforma tributária (LC 214 de 2025) no art. 409:

Assinam o documento os deputados:

  • Gilson Marques (Novo-SC).
  • Ricardo Salles (Novo-SP).
  • Adriana Ventura (Novo-SP).
  • Luiz Lima (Novo-RJ).
  • Marcel van Hattem (Novo-RS).

O projeto de lei ordinária com as alíquotas incidentes sobre os produtos ainda não foi enviado pelo governo. Este precisa ser aprovado ainda em 2026, porque o IS começa a valer em 2027.

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