Comitê Gestor reconduz presidente temporário; eleição para comando definitivo será em 3 de março

Flávio César de Oliveira
Na imagem, Flávio César de Oliveira – Reprodução via Comsefaz

Por Gabriel Benevides, de Brasília

O Comitê Gestor do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) reconduziu nesta 5ª feira (19.fev.2026) Flávio César de Oliveira como presidente temporário do órgão. Ele é secretário de Fazenda do Mato Grosso do Sul e está à frente do Comsefaz (Comitê Nacional de Secretários de Fazenda).

A votação foi unânime, com votos dos 54 titulares do colegiado. A eleição para o presidente definitivo será realizada em 3 de março de 2026, durante uma reunião presencial dos membros em Brasília.

O nome de Flávio é ventilado entre os integrantes do comitê como uma das prováveis escolhas para a presidência efetiva, segundo apurou o Portal. Apesar disso, ainda não há confirmação de que ele será candidato.

“Podem ter certeza de que continuarei trabalhando com toda a dedicação, atuando de forma colegiada e tomando as melhores decisões em prol dos nossos estados, municípios e do Brasil”, afirmou o secretário em comunicado à imprensa.

A Revista da Reforma Tributária entrevistou Flávio em dezembro. Ele comentou quais são suas principais expectativas para o colegiado em 2026. Assine aqui para ter acesso ao conteúdo.

O encontro desta 5ª feira começou às 10h e terminou por volta de 14h20. Será retomado na 2ª feira (23.fev.2026). Este foi o 1º compromisso com todos os integrantes do Comitê Gestor do IBS. 

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O COMITÊ GESTOR

O Comitê Gestor é o órgão responsável por administrar o Imposto sobre Bens e Serviços criado pela reforma tributária. Coordena a arrecadação, a fiscalização e a distribuição da receita do tributo entre estados e municípios. Também define regras operacionais.

O colegiado tem 7 instâncias organizacionais:

  • Conselho Superior.
  • Presidência e Vice-Presidência.
  • Diretoria Executiva e as suas diretorias.
  • Secretaria-Geral.
  • Assessoria de Relações Institucionais e Interfederativas.
  • Corregedoria.
  • Auditoria Interna.

A instância mais relevante é o Conselho Superior. São 54 integrantes titulares: 27 dos estados e outros 27 dos municípios. Todos já estão empossados.

Os nomes indicados pelos governadores serão os secretários de Fazenda, Finanças ou Economia da unidade da Federação.

A CNM elegeu em 27 de janeiro seus 14 nomes para o comitê. A FNP escolheu 13 técnicos no dia 23. 

Os critérios para integrar o Conselho Superior como município são mais amplos. É necessário cumprir ao menos uma das exigências abaixo:

  • Ocupar o cargo de secretário de Fazenda, Finanças, Tributação ou similar que corresponda à autoridade máxima da administração tributária do município.
  • Ter experiência de ao menos 10 anos em cargo efetivo de autoridade fiscal integrante da administração tributária da cidade.
  • Ter experiência de ao menos 4 anos como ocupante de cargos de direção, de chefia ou de assessoramento superiores na administração tributária.
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