34% das empresas não analisam o impacto da reforma no caixa, diz levantamento

Por Redação

Um levantamento realizado pela empresa de tecnologia ROIT mostra que 34% das empresas não fazem análise do impacto da reforma tributária no fluxo de caixa.

Outros 34% dos empreendimentos esperam um impacto moderado no fluxo de caixa. Um total de 24% espera um efeito neutro, enquanto 8% calculam risco de perda de créditos.

Os dados das empresas representam “um cenário de alta vulnerabilidade em suas rotinas financeiras”, afirma a ROIT em comunicado

A pesquisa também diz que 44% das empresas apontam as dúvidas sobre precificação e sobre os repasses da não cumulatividade como o principal gargalo operacional da reforma.

Isso mostra que uma parcela significativa dos empresários tem dúvidas sobre como a reforma vai afetar os preços dos seus produtos e serviços.

A mudança na carga tributária e o barateamento por causa do crédito amplo na cadeia são alguns dos aspectos que podem influenciar a precificação.

Já a adaptação dos sistemas aparece em outro ponto do levantamento, em que 42% das empresas estão com os processos de ERP (Enterprise Resource Planning) e de TI (Tecnologia da Informação) adaptados e testados com automação fiscal.

Enquanto isso, metade (50%) está em atualização e sem previsão de testes. Outros 4% não iniciaram a atualização dos sistemas e 3% dependem de manuais ou tabelas na transição.

A pesquisa mostra ainda que 21% das empresas não têm plano emergencial para lidar com um travamento operacional quando a reforma iniciar.

“Esperar pela virada para entender o impacto nos preços, nos cadastros e no caixa é um erro que pode custar a continuidade da operação”, diz Caroline Souza, líder de reforma tributária na ROIT.

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