Tax True: nova ferramenta da ROIT concilia dados da apuração assistida de CBS e IBS

Por Douglas Rodrigues (de São Paulo) e Enzo Bernardes (de Brasília)

A ROIT, empresa de inteligência artificial para a gestão contábil, fiscal e financeira de organizações, acaba de lançar o Tax True, ferramenta de gestão integrada voltada à reforma tributária do consumo. O sistema permitirá acompanhar e validar as apurações assistidas dos dois novos tributos, a CBS (federal) e o IBS (estadual/municipal).

O sistema opera desde a conciliação de dados, a partir da apuração assistida dos tributos, até a automação de eventos e novas exigências operacionais.

O lançamento foi conduzido pelo CEO da empresa, Lucas Ribeiro, durante o Tax Summit, realizado no início do mês, em São Paulo.

Lucas Ribeiro, CEO da ROIT e Fundador do Portal da Reforma Tributária

O Tax True nasceu da necessidade de centralizar, integrar e organizar dados fiscais que, com a mudança do sistema tributário, passam a ser em grande parte controlados pelo Fisco.

A reforma tributária quebra esse paradigma, em que a gestão da informação e de dados estará efetivamente na posse e responsabilidade do Fisco. O contribuinte passa a ser um agente passivo na operação, tendo que confirmar a apuração e validar informações para garantir que estejam corretas”, disse Vinicius Zucchini, CPO (Chief Product Officer) da ROIT, em entrevista exclusiva ao Portal da Reforma Tributária.

Na imagem, Vinicius Zucchini – Reprodução via ROIT

Nesse contexto, a ferramenta ajuda a garantir que os dados estejam adequados antes do recolhimento dos tributos e do fechamento do período oficial de ajustes.

O sistema também atende a uma nova exigência, a conciliação simultânea de múltiplas bases -ERP, bancos, Receita Federal, Comitê Gestor do IBS e documentos fiscais — assegurando que todas as informações estejam alinhadas.

Essa exigência cria um fluxo com diversas etapas de validação, demandando que todas as informações estejam consistentes e uniformes antes da apuração.

Zucchini explica que a reforma também trouxe o Split Payment e o RAD (Recolhimento pelo Adquirente), que devem estar previstos contratualmente, além de exigirem ferramentas específicas para sua gestão e controle.

O sistema ainda incorpora a gestão de eventos da reforma tributária, que podem alterar créditos e débitos e precisam ser registrados e refletidos automaticamente na contabilidade.

A ferramenta funcionará com base nos dois modelos de sistema tributário que irão coexistir, integrando-se a sistemas distintos, com linguagens e estruturas próprias, sendo um vinculado à Receita Federal e outro ao Comitê Gestor. 

Apesar de ainda haver incertezas sobre o funcionamento do IBS e a disponibilização de suas APIs, a solução já está preparada para realizar essas conexões assim que houver liberação, permitindo que as empresas operem e testem o sistema durante o período de transição.

Outro fator relevante é o aumento significativo no volume de documentos fiscais, impulsionado pela ampliação das obrigações. A solução também contribui para um acompanhamento mais detalhado dos créditos tributários, que, segundo Vinícius, passam a ter natureza financeira e dependem de condições como o pagamento pelo fornecedor.

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