
Por Redação
O presidente do Comitê Gestor do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), Flávio César de Oliveira, disse na 4ª feira (6.mai.2026) que o maior “desafio” da reforma tributária é a implementação prática das novas regras.
“Agora, o desafio é fazer a reforma funcionar na prática, com responsabilidade, cooperação federativa e segurança para os contribuintes”, declarou ele em evento “Reforma Tributária: da teoria à prática”, realizado em São Paulo pela Abrasca (Associação Brasileira das Companhias Abertas).
Para Flávio, o momento politicamente mais difícil foi a tramitação política da emenda constitucional (EC 132 de 2023) e das leis (LC 214 de 2025 e LC 227 de 2026) que originaram as normas de IBS e CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços).
Segundo comunicado à imprensa publicado após o evento, o presidente do Comitê afirmou ver baixos riscos de retrocesso na implementação da reforma. Porém, ele reconheceu que o ano eleitoral de 2026 pode trazer alguma“morosidade”.
O 1º vice-presidente do colegiado, Luis Felipe Vidal Arellano, afirmou que a estruturação do Comitê também envolve a criação de uma comunicação institucional “clara e bilateral” com o setor produtivo. Segundo o comunicado, uma das prioridades do órgão é evitar “ruídos” durante a transição tributária.
Arellano disse que o órgão já discute um plano de comunicação institucional para ampliar a transparência e fortalecer a interlocução com empresas, associações e entidades representativas. Segundo ele, o Comitê pretende disponibilizar no site oficial um canal para envio de sugestões e propostas de aprimoramento do regulamento do IBS.
“A ideia é que essas sugestões sejam encaminhadas aos técnicos para análise e, posteriormente, apresentadas ao Conselho Superior”, afirmou. A Receita Federal já abriu o próprio canal para recebimento de sugestões ao regulamento da CBS. Entenda mais nesta notícia.




