
Por Enzo Bernardes, de Brasília
O deputado federal Luiz Carlos Hauly (PODE – PR) sugeriu, nesta 5ª feira (14.mai.2026), a criação de um 3º modelo de tributação para o Simples Nacional. Atualmente, o Simples Nacional possui dois modelos: o tradicional e o híbrido – neste se recolherá IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços).
O 3º modelo seria totalmente eletrônico e incluído no IVA (Imposto sobre Valor Agregado) 5.0: “Só ficaria de fora o Imposto de Renda e a CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido). Daríamos desconto na contribuição previdenciária”, disse.
A declaração foi feita no “Fórum TIC na reforma tributária”, realizado em Brasília. O Portal da Reforma Tributária acompanhou o evento presencialmente.
Na ocasião, Hauly fez outras 4 sugestões à reforma tributária do consumo:
- Antecipar o IBS para 2027 ou 2028;
- Tirar a tributação da folha e passar para CBS: “com 5% de alíquota você liquida a fatura”;
- Sorteio de notas fiscais pela União: “vai dar mais dinheiro para o CPF do que o tigrinho e as bets”;
- Criar o “maior” banco de dados para compras governamentais e privadas.
PIOR MODELO DE TRIBUTAÇÃO
Hauly afirmou que o Brasil tem o pior sistema tributário do mundo e que o IVA era a única alternativa para transformar esse cenário.
“A distorção tributária matou o setor industrial brasileiro. O empresário correu para os governos estaduais para conseguir benefício fiscal, e conseguiu”, disse.
O deputado avalia que, com a aprovação da reforma, o Brasil terá o melhor e mais tecnológico IVA do mundo.
MUDANÇA HISTÓRICA
Hauly disse que o Brasil está na antevéspera da maior reforma da história do país. Ele explicou que a proposta foi, sem ideologia política, embarcar o IVA juntamente à TI (Tecnologia da Informação).
Ele aproveitou a oportunidade para relembrar a trajetória do IVA. Segundo ele, o modelo foi concebido na Europa, em Paris, na década de 1920, levou mais de 30 anos para ser implementado e, atualmente, está presente em mais de 175 países. Para Luiz Carlos Hauly, o IVA assume um papel estratégico no Brasil.




