
Por Lucas Gonçalves
São Paulo, maio de 2026 – A Reforma Tributária vem sendo tratada, por muitas empresas, apenas como uma mudança legislativa, como se fosse um assunto apenas do contador. Mas, na verdade, ela representa algo muito maior: uma transformação operacional, tecnológica e cultural.
Dentro desse cenário, muitos empreendedores ainda não entenderam a importância do aprendizado contínuo. Em um ambiente tributário que muda constantemente, manter-se atualizado deixou de ser apenas uma obrigação técnica. Tornou-se uma vantagem competitiva.
A velocidade da mudança aumentou
Nos últimos anos, o ecossistema tributário brasileiro passou a evoluir em uma velocidade inédita, especialmente após a promulgação da Emenda Constitucional nº 132/2023, que instituiu a Reforma Tributária sobre o Consumo no Brasil.
Novas regras, documentos eletrônicos, eventos fiscais, validações automáticas, apuração assistida, split payment, regulamentações complementares e ajustes operacionais passaram a fazer parte deste novo cenário instituído pela Reforma Tributária.
E existe um detalhe importante: a mudança não acontece apenas na legislação publicada. Ela acontece também nos manuais técnicos, nas notas orientativas, nos layouts dos documentos fiscais e nas interpretações operacionais.
Quem acompanha apenas o “macro” da reforma corre o risco de perder justamente os detalhes que impactam a operação do dia a dia.
Conhecimento reduz risco
Empresas que investem em atualização conseguem reagir mais rápido e tomar decisões melhores para reduzir riscos operacionais e fiscais.
Mais do que entender tributos, elas conseguem compreender:
- Como os processos serão afetados
- Onde estão os riscos da operação
- Como preservar créditos corretamente
- Como preparar sistemas e equipes
- Como evitar impactos financeiros futuros
Enquanto muitas organizações ainda enxergam a reforma como um problema distante, outras já estão se diferenciando e usando o conhecimento como ferramenta estratégica.
O desafio da linguagem
Em todo esse contexto, existe um obstáculo comum para várias empresas: a complexidade do tema.
Por isso, traduzir a reforma para uma linguagem mais acessível se tornou algo tão importante.
A informação precisa chegar de forma clara, prática e aplicável, especialmente para quem está na operação e precisa tomar decisões todos os dias.
Democratizar o conhecimento também faz parte da transformação
Foi justamente com essa preocupação que a Omie lançou recentemente uma websérie sobre Reforma Tributária, trazendo episódios curtos, com linguagem simples e conteúdos práticos sobre os impactos da mudança no ambiente empresarial.
A proposta não é transformar o tema em algo superficial, mas torná-lo mais acessível para empresas que precisam entender o que realmente muda na prática.
Os episódios são gratuitos e estão sendo liberados semanalmente, abordando desde conceitos introdutórios até impactos operacionais e tecnológicos da reforma.
Tive a oportunidade de participar da construção desse projeto e gravar alguns episódios, contribuindo diretamente com os conteúdos e discussões apresentados ao longo da série. E uma das maiores percepções durante esse processo foi justamente essa: muitas empresas ainda não começaram a se preparar porque acreditam que a reforma é um assunto complexo demais.
Mas a verdade é que o maior risco talvez esteja exatamente em não começar.
A reforma não será vencida apenas com tecnologia
Sistemas serão fundamentais. ERP’s terão papel central. A automação ganhará ainda mais relevância.
Mas nenhuma tecnologia resolve completamente a falta de entendimento.
Empresas preparadas serão aquelas que conseguirem combinar:
- Processos estruturados
- Tecnologia adequada
- Qualidade da informação
- E, principalmente, pessoas capacitadas
Porque, no fim, a Reforma Tributária não será apenas uma mudança de impostos. Ela será uma mudança de maturidade empresarial.
E quem aprender mais rápido, entender os impactos sobre o seu negócio, terá vantagem sobre quem decidir esperar.
Lucas Gonçalves é Especialista de Reforma Tributária na Omie.
Os artigos escritos pelos “colunistas” não refletem necessariamente a opinião do Portal da Reforma Tributária. Os textos visam promover o debate sobre temas relevantes para o país.




