
Por Redação
O presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Ricardo Alban, afirmou nesta 2ª feira (6.jul.2026) que o setor saiu de uma reunião com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, com a garantia de que a regulamentação do IS (Imposto Seletivo) não aumentará da carga tributária sobre os produtos afetados.
“Saímos com a certeza de que vamos ter essa previsibilidade o quanto antes, e com a certeza de que não vamos ter aumento de carga tributária sobre esses produtos”, disse Alban.
A reunião foi realizada no Ministério da Fazenda, em Brasília, e contou com representantes dos setores de bebidas e tabaco. Segundo a Agência de Notícias da Indústria, os participantes defenderam que a regulamentação avance com agilidade para garantir previsibilidade às empresas no planejamento dos investimentos para 2027.
“Nós queremos ter certeza de que as conquistas obtidas até agora pela reforma tributária continuem, e como ainda existem algumas variáveis, entre elas a parte do Imposto Seletivo, nós precisamos tranquilizar e dar previsibilidade para as indústrias que serão atingidas possam fazer o planejamento de 2027”, explicou Alban.
O IMPOSTO SELETIVO PELA FAZENDA
Dario Durigan disse em 2 de julho querer fazer uma transição gradual para a implementação do IS. A ideia é manter a mesma carga do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) em 2027 e ter alíquotas diferenciadas específicas só em 2028.
Segundo ele, o objetivo é ganhar tempo sem deixar que o debate seja influenciado pelas eleições. Durigan afirmou que começará as negociações sobre o tema na semana que vem.
“A partir da semana que vem, vou dar início a essa conversa com os setores que são, em especial, afetados pelo Imposto Seletivo para que façamos uma transição suave e pactue uma não discussão de mérito mantendo uma carga tributária para 2027 e tenhamos 1 ano de debate de como deve vir o Seletivo a partir de 2028”, declarou o ministro.




