Ministério propõe nova regulamentação da tributária para beneficiar aviação regional

avião
Foto: Gary Lopater via Unsplash

Por Gabriel Benevides, de Brasília

O Ministério de Portos e Aeroportos publicou nesta 4ª feira (13.mai.2026) um comunicado com uma proposta de mudanças na regulamentação da reforma tributária para beneficiar a aviação regional.

Atualmente, a 1ª lei de regulamentação da tributária (LC 214 de 2025) determina redução de 40% nas alíquotas de IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) sobre voos com origem ou destino:

  • na Amazônia Legal;
  • em capitais regionais;
  • em centros sub-regionais;
  • em centros de zona;
  • em centros locais.

Os critérios acima dependem de classificações do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e da regulamentação do Ministério de Portos e Aeroportos.

Agora, o órgão busca ampliar os enquadramentos. A ideia é utilizar toda a malha de aviação da companhia aérea ao invés de trechos específicos para obter a redução de 40% na carga. 

Em termos técnicos, a proposta é que empresas com mais de 50% de sua capacidade dedicada a voos regionais possam ser beneficiadas.

“A proposta parte de um diagnóstico central: a aviação regional não funciona de forma fragmentada, mas sim como uma rede integrada […] Ao adotar uma visão sistêmica da malha aérea, o MPor busca alinhar a política pública à lógica real de funcionamento do setor”, diz o comunicado.

Segundo a pasta dos Portos e Aeroportos, o tema está em discussão com o Ministério da Fazenda e a PGFN (Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional). 

O texto diz que o governo busca fazer a regulamentação sem a necessidade de mudanças na LC 214, o que dependeria da tramitação de um projeto no Congresso Nacional.

“O MPor busca soluções que viabilizem a implementação de forma ágil e segura, sem a necessidade de reabrir a Lei Complementar 214, que regulamenta os tributos sobre o consumo”, lê-se na nota.

Rolar para cima