
Por Redação
Uma pesquisa mostra que 93,6% das indústrias mineiras já iniciaram algum processo de adaptação à reforma tributária. O levantamento foi elaborado pela Gerência de Economia da FIEMG (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais).
Do total de indústrias consultadas, 65,4% já concluíram as adequações ou estão em estágio avançado, enquanto 28,2% ainda estão no início do processo — somando os 93,6% que já iniciaram o acompanhamento. Apenas 6,4% das empresas ainda não iniciaram as adaptações.
Apesar do avanço, o conhecimento sobre a reforma ainda está em consolidação. Entre as empresas consultadas, 46% classificam o próprio nível de conhecimento como moderado. Outros 29,7% consideram o conhecimento elevado ou muito elevado, enquanto 19,8% avaliam o nível como baixo ou muito baixo.

Os processos tributários, contábeis e fiscais são as áreas mais afetadas pelas adaptações, citadas por 70,2% das empresas. Na sequência aparecem a formação de preços, com 59,6%, e os sistemas de gestão e ERP, com 49,4%. Também são citados o cadastro de produtos e a classificação tributária, por 40,9%, e o treinamento e a capacitação das equipes, por 36,3%.
A falta de clareza nas regulamentações é apontada como o principal desafio para a adaptação, citada por 41,9% das empresas. Outros 31,5% mencionam a dificuldade de planejamento diante de mudanças ainda em consolidação, enquanto 30,3% apontam a atualização de sistemas e ERP. A complexidade operacional das mudanças é citada por 25,7%.
Os impactos do split payment sobre o fluxo de caixa e o capital de giro também geram preocupação. Ao todo, 46,7% das empresas demonstram preocupação elevada ou muito elevada com os efeitos do mecanismo. Outros 20,1% apresentam preocupação moderada, enquanto 29,5% ainda não avaliaram os impactos ou não sabem responder.
Leia mais dados da pesquisa:
- 56,1% apontam a complexidade do período de transição como o principal risco associado à reforma.
- 46,1% citam o aumento da carga tributária como risco.
- 27,2% apontam os custos elevados de adaptação.
- 25% mencionam problemas operacionais nos sistemas.
- 21,4% citam impactos negativos sobre o capital de giro.
- 51,7% das empresas ainda não avaliaram sua situação ou não sabem responder sobre o (FCBF) Fundo de Compensação de Benefícios Fiscais.
- 35,1% pretendem solicitar a compensação pelos atuais benefícios fiscais de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) ou ainda avaliam essa possibilidade.
- 39,8% esperam redução moderada ou significativa da complexidade tributária no pós-reforma.
- 20,7% projetam aumento da complexidade.
- 34,1% apontam a simplificação do sistema tributário como benefício esperado.
- 35,5% esperam aumento da carga tributária no pós-reforma;
A pesquisa ouviu 125 indústrias dos segmentos extrativo e de transformação. A coleta foi realizada de 1º a 12 de junho de 2026.








