Entidades de teconologia pedem à Fazenda harmonização das normas da reforma tributária

Tecnologia
Foto: Markus Spiske via Unsplash

Por Redação

Entidades que representam empresas de tecnologia enviaram na 3ª feira (14.jul.2026) um ofício ao Ministério da Fazenda com solicitações de medidas para reforçar a harmonização das normas da reforma tributária sobre o consumo. 

O documento afirma que a falta de coordenação entre os órgãos responsáveis pela CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e pelo IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) tem gerado insegurança para o desenvolvimento dos sistemas fiscais que deverão ser utilizados pelos contribuintes a partir de 2027.

O texto é assinado por:

  • Afrac (Associação Brasileira de Tecnologia para o Comércio e Serviços);
  • Brasscom (Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação);
  • P&D Brasil (Associação de Empresas de Desenvolvimento Tecnológico Nacional e Inovação);
  • Fenainfo (Federação Nacional das Empresas de Informática).

As associações argumentam que a integração entre a Receita Federal, o Comitê Gestor do IBS e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional é uma obrigação prevista na emenda constitucional (EC 132 de 2023) e nas leis complementares (LC 214 de 2025 e LC 227 de 2026) da reforma.

“A harmonização entre os entes responsáveis pela CBS e pelo IBS não é faculdade administrativa: é comando legal expresso”, diz o ofício.

O documento afirma que permanecem indefinições sobre os leiautes dos documentos fiscais, as regras de vinculação, as APIs (Interface de Programação de Aplicações) do split payment, os procedimentos de apuração e o tratamento aplicável ao IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), ao Imposto Seletivo e ao Simples Nacional. 

As entidades dizem ainda ter identificado cerca de 386 normas fiscais e 116 publicações relacionadas à reforma tributária de janeiro a junho de 2026. Segundo o ofício, muitas foram revisadas posteriormente, o que tem elevado os custos de desenvolvimento e homologação dos sistemas.

As associações pedem a criação de um repositório único das normas da reforma tributária para facilitar a verificação da harmonização entre CBS e IBS. Também solicitam a criação de um canal permanente de comunicação técnica entre Receita Federal, Comitê Gestor do IBS e os demais órgãos envolvidos.

“Este ofício não representa oposição à reforma tributária, mas um chamado institucional para que sua implementação observe a própria lei que a rege com previsibilidade, harmonização e segurança jurídica”, lê-se no texto.

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