
Por Enzo Bernardes, de Brasília
A arrecadação do governo federal atingiu R$ 235,56 bilhões em agosto de 2026. O valor representa o maior nível para o mês na série histórica do indicador, iniciada em 1995. Os dados foram divulgados nesta 3ª feira (22.set.2026) pela Receita Federal.
O crescimento real (corrigido pela inflação) foi de 8,25% em comparação com agosto do ano passado, quando foram arrecadados R$ 208,79 bilhões. A arrecadação em agosto de 2026 foi composta por:
- R$ 227,86 bilhões arrecadados pela Receita;
- R$ 7,70 bilhões arrecadados por outros órgãos.
De todos os tributos de competência da Receita, o IRPJ (Imposto de Renda da Pessoa Jurídica) e a CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) apresentaram destaques relevantes.
Juntos, somaram R$ 34,10 bilhões em agosto deste ano ante R$ 30,15 bilhões no mesmo mês de 2025 – crescimento real de 13,09%. O resultado foi impulsionado pelo desempenho das arrecadações do balanço trimestral (+12,19%) e da estimativa mensal (+17,09%).
Outra alta expressiva veio do IRRF (Imposto de Renda Retido na Fonte) sobre rendimentos de capital, que atingiu R$ 12,72 bilhões em agosto e expandiu 23,27% em relação ao mesmo mês do ano passado.
Segundo a Receita, o crescimento desse segmento se deu pelo aumento na arrecadação de aplicações em renda fixa e pela tributação de dividendos a partir de 2026.
A arrecadação com os principais tributos sobre o consumo (PIS/Pasep e Cofins) cresceu 4,50% em agosto na comparação com o mesmo mês de 2025 e atingiu R$ 50,36 bilhões.
ACUMULADO DO ANO
A arrecadação federal foi de R$ 2,11 trilhões, um crescimento real de 7,12% na comparação anual.
“O acréscimo observado no período pode ser explicado, principalmente, pelo crescimento da arrecadação da contribuição previdenciária e pelos desempenhos das arrecadações do PIS/Cofins, do IRRF-Rendimentos do Capital, e do IRPJ e da CSLL”, diz o relatório da Receita.
Leia a íntegra abaixo:







