
Por Gabriel Benevides, de Brasília
A arrecadação do governo federal atingiu R$ 289,34 bilhões em julho de 2026. O valor representa o maior nível para o mês na série histórica do indicador, iniciada em 1995. Os dados foram divulgados nesta 5ª feira (24.ago.2026) pela Receita Federal.
O crescimento real (corrigido pela inflação) foi de 8,97% em comparação com julho do ano passado, quando foram arrecadados R$ 265,51 bilhões. A arrecadação em julho de 2026 foi composta por:
- R$ 268,85 bilhões arrecadados pela Receita;
- R$ 20,48 bilhões arrecadados por outros órgãos.
De todos os tributos de competência da Receita, o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) apresentou uma das maiores altas. Foram R$ 8,16 bilhões em julho deste ano ante R$ 6,84 bilhões no mesmo mês de 2025 –crescimento real de 19,35%.
O resultado foi impulsionado pelos decretos que aumentaram a alíquota do imposto financeiro para diversas operações, incluindo câmbio e cartão internacional.
Outra alta relevante veio no IRRF (Imposto de Renda Retido na Fonte) sobre rendimentos de capital, que atingiram R$ 13,44 bilhões em julho e expandiram 29,47% em relação ao mesmo mês do ano passado.
Segundo a Receita, o crescimento desse segmento se deu pela tributação de aplicações com renda fixa e com JCP (Juros sobre Capital Próprio).
A arrecadação com os principais tributos sobre o consumo (PIS/Pasep e Cofins) cresceu 4,98% em julho na comparação com o mesmo mês de 2025 e atingiu R$ 53,73 bilhões.
ACUMULADO DO ANO
A arrecadação federal foi de R$ 1,79 trilhão, um crescimento real de 6,69% na comparação anual.
“O acréscimo observado no período pode ser explicado, principalmente, pelo crescimento da arrecadação da contribuição previdenciária e pelos desempenhos das arrecadações do PIS/Cofins, do IRRF-Rendimentos do Capital, e do IRPJ e da CSLL”, diz o relatório da Receita.
Leia a íntegra abaixo:








