Magazine Luiza, Pague Menos e SBF podem ter maior impacto nos lucros com o split payment, diz Safra

Por Redação

Magazine Luiza, Pague Menos e o Grupo SBF (dono da Centauro) estão na lista de empresas que podem sofrer os maiores impactos sobre o lucro com a implementação do split payment, revela uma análise do Safra. A informação foi divulgada na 3ª feira (15.set.2026) pela Exame.

split payment é um mecanismo previsto na reforma tributária que separa automaticamente, no momento do pagamento, a parcela correspondente aos tributos e a repassa diretamente ao governo, sem passar pelo caixa da empresa.

Segundo o Safra, o mecanismo pode retirar das empresas uma fonte temporária de caixa normalmente utilizada para financiar suas operações. As companhias não receberão mais o valor integral das vendas para depois repassar ao governo.

O banco avalia que a mudança deve reduzir a disponibilidade de caixa, aumentar a necessidade de capital de giro e prolongar o ciclo de conversão de caixa.

Na avaliação do Safra, a mudança pode reduzir as receitas financeiras das empresas ou exigir a busca por financiamento para compensar a menor disponibilidade de recursos.

Em suma, vemos o pagamento fracionado como um fator levemente negativo, mas não como um grande risco aos lucros das empresas sob nossa cobertura“, disseram Vitor Pini, Tales Granello e Renan Sartorio, autores do relatorio.

No cenário mais conservador, com adoção gradual do split payment em 2027, o estudo estima impacto de quase zero a uma redução de 2% no lucro líquido das empresas analisadas. Nesse cenário, elas estão entre as mais afetadas pelo mecanismo.

O Safra, porém, projeta uma adoção gradual do mecanismo em 2027, com implementação mais ampla apenas em 2028. Por isso, os impactos estimados para 2027 representam uma espécie de limite superior para os efeitos naquele ano.

A análise indica ainda que empresas como Mercado Livre e Assaí podem ter impactos pouco relevantes com o split payment. O percentual de 2% representa o impacto máximo estimado para o conjunto de empresas analisadas.

O banco também diz que, entre varejistas menores e com menor capitalização, o impacto pode ser maior:

Poderiam ser proporcionalmente mais afetados devido ao acesso mais limitado a financiamento e à menor flexibilidade para absorver uma necessidade estruturalmente maior de capital de giro, o que poderia elevar as barreiras competitivas e acelerar a consolidação do setor“, diz.

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