Reforma tributária pode aumentar exportações em 17% em 15 anos, diz Alckmin

Geraldo Alckmin
Na imagem, Geraldo Alckmin – Foto: Gabriel Benevides via Portal da Reforma Tributária

Por Leonardo Alexandre, de São Paulo

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) apresentou, nesta 3ª feira (29.set.2026), um estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) que projeta alta de 17% nas exportações brasileiras em 15 anos, efeito da reforma tributária sobre o consumo. O mesmo levantamento estima crescimento de 12% no PIB e de 14% nos investimentos no período.

Alckmin participou de forma remota, de Brasília, da abertura do Congresso Aço Brasil 2026, no Expo Transamerica, em São Paulo. O Portal da Reforma Tributária esteve presente no evento e traz os principais pontos apresentados pelo vice-presidente.

MENOS CUSTO NA CADEIA

Segundo ele, a reforma melhora a competitividade da indústria porque substitui 5 tributos por um IVA (Imposto sobre Valor Agregado) dual, formado pelo IBS e pela CBS, reduzindo a cobrança em cascata ao longo da cadeia produtiva. A implantação do novo modelo começa em 2027.

PROGRAMA PARA O AÇO

Alckmin também afirmou que um novo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) poderia criar, para o aço, um programa nos moldes do Presiq (Programa Especial de Sustentabilidade da Indústria Química), hoje voltado à indústria química.

DEFESA COMERCIAL

“Batemos recorde na defesa comercial”, disse Alckmin. Ele citou o aumento do imposto de importação para 39 NCMs (Nomenclatura Comum do Mercosul) e 17 medidas antidumping aplicadas a produtos como aços planos revestidos, aços especiais e aços longos.

A queda nas importações de aço, segundo ele, foi de 15% entre janeiro e junho de 2026, na comparação com o mesmo período de 2025. A participação de produtos importados no consumo interno de aço caiu de 29% para 12% no intervalo.

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