Prefeitura de Curitiba ajuda a testar novas funções da nota fiscal de serviços nacional

Por Leonardo Alexandre, de São Paulo

Curitiba participa, em Belo Horizonte (MG), dos testes de novas funções da nota fiscal de serviços de padrão nacional, a NFS-e . A validação reúne prefeituras e órgãos federais na sede do Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados) e começou na 2ª feira (5.out.2026), com término previsto para a 6ª feira (9.out.2026).

A adoção do padrão nacional é obrigatória pela Lei Complementar nº 214/2025, que regulamentou a reforma tributária do consumo. No novo sistema, o IBS assume o lugar do ISS (Imposto sobre Serviços) e do ICMS, enquanto a CBS substitui tributos federais.

A FASE DE TESTES

Os técnicos avaliam quatro recursos, a Nota do Tomador, as Retenções, a emissão obrigatória para optantes do Simples Nacional e as Procurações Eletrônicas. Além de Curitiba e de outros municípios, participam a Receita Federal, o Serpro, o Comitê Gestor da NFS-e (CGNFS-e) e o Comitê Gestor do IBS (CGIBS).

Na prática, a homologação funciona como uma checagem prévia. Cada recurso é conferido para confirmar que opera como previsto antes de chegar às empresas.

O PAPEL DE CURITIBA

A cidade é representada pelo auditor-fiscal Celso da Costa Rodrigues, integrante do núcleo de transição do Emissor Nacional. Ele descreveu o que vem depois da aprovação das funções.

“Assim que homologadas elas serão testadas em ambiente de produção restrita (ambiente de testes com contribuintes) para, na sequência, serem implantadas“, disse Rodrigues.

A prefeitura vê na presença em Belo Horizonte uma forma de antecipar problemas e levar sugestões técnicas aos desenvolvedores.

“A presença no Serpro permitirá o acompanhamento direto dos testes, a apresentação de contribuições técnicas e a identificação antecipada de inconsistências, antes que as novas funcionalidades cheguem aos contribuintes”, afirmou o auditor.

Quem cuida do tema dentro da administração municipal é a Gerência de Sistemas, Inovação e Inteligência (GSII), ligada ao Departamento de Rendas Mobiliárias da Secretaria Municipal de Planejamento, Finanças e Orçamento. A equipe mede o efeito dos novos campos, regras, APIs (interfaces que conectam sistemas) e recursos sobre os sistemas da cidade, a fiscalização e a arrecadação de tributos.

Rodrigues também relacionou o trabalho ao calendário da reforma.

“Esse trabalho assegura que as especificidades de Curitiba sejam consideradas na evolução da NFS-e e que a transição para o IBS e a CBS ocorra com planejamento, segurança operacional e qualidade técnica”, declarou.

O EMISSOR NACIONAL NA CIDADE

Em outubro de 2025, Curitiba começou a usar o Emissor Nacional. Desde então, a prefeitura informa que quase 80 milhões de NFS-e já foram emitidas na capital paranaense. O município mantém uma página com orientações para empresas e contadores.

As informações são da Prefeitura de Curitiba.

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