Governo arrecada R$ 1,6 trilhão com tributos no 1º semestre de 2026, recorde para o período

Foto: Marcello Casal Jr. via Agência Brasil


Por Gabriel Benevides, de Brasília

A arrecadação do governo federal atingiu R$ 1,61  trilhão no 1º semestre de 2026, considerando a inflação. O valor representa o maior nível para o período na série histórica do indicador, iniciada em 1995. Os dados foram divulgados nesta 5ª feira (30.jul.2026) pela Receita Federal. 

O crescimento real (corrigido pela inflação) foi de 6,63% comparado ao mesmo período do ano passado, quando foram arrecadados R$ 1,51 trilhão. A arrecadação no 1º semestre de 2026 foi composta por:

  • R$ 1,54 trilhãoarrecadados pela Receita;
  • R$ 65,61 bilhões arrecadados por outros órgãos.

O governo federal tem batido recordes recorrentes na arrecadação. O resultado do 1º semestre também representou o maior patamar de receita gerada para o período em toda a série histórica.

De todos os tributos de competência da Receita, o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) apresentou uma das maiores altas. Foram R$ 50,31 bilhões no 1º semestre deste ano ante R$ 38,58 bilhões no mesmo período de 2025 – crescimento real de 30,40%. 

O resultado foi impulsionado pelos decretos que aumentaram a alíquota do imposto financeiro para diversas operações, incluindo câmbio e cartão internacional. Segundo a Receita, também houve influência das operações de crédito, dos seguros e das saídas de moeda estrangeira.

Outra alta relevante veio no IRRF (Imposto de Renda Retido na Fonte) sobre rendimentos de capital, que atingiram R$ 92,22 bilhões no 1º semestre e expandiram 16,36% em relação ao mesmo período do ano passado. 

Segundo a Receita, o crescimento desse segmento se deu pelos maiores rendimentos dos fundos e títulos de renda fixa, em razão da elevação da taxa Selic.

A arrecadação com os principais tributos sobre o consumo (PIS/Pasep e Cofins) cresceu 4,45% no 1º semestre na comparação com o mesmo período de 2025 e atingiu R$ 309,63 bilhões.

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