Ser contra o split payment é proteger o empreendedor, diz Daniella Marques

Na imagem, Daniella Marques (coordenadora econômica) – Foto Reprodução CNN Brasil

Por Leonardo Alexandre, de São Paulo

A coordenadora econômica da campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Daniella Marques, afirmou, em vídeo publicado nas redes sociais, que ser contra o split payment é proteger o empreendedor. Ela respondeu à declaração do ministro da Fazenda, Dario Durigan, de que se opor ao mecanismo é favorecer os fraudadores.

COMO FUNCIONA O SPLIT PAYMENT

O split payment, ou pagamento fracionado, é um dos mecanismos previstos na reforma tributária do consumo. Hoje, quando uma empresa vende para outra, o comprador paga o valor total ao fornecedor, que depois recolhe os tributos por conta própria. Com a nova ferramenta, o imposto é separado no momento do pagamento e segue direto para o governo, sem passar pelo caixa de quem vendeu.

O split payment deve começar a valer em 2027, de forma opcional e apenas entre empresas. O governo sustenta que o mecanismo dificulta a sonegação. Durigan afirmou na 4ª feira (7.out.2026) que ser contra a ferramenta é “favorecer quem frauda”. O tema já havia aparecido na campanha de Flávio Bolsonaro, que defendeu uma “transição melhor” para o split payment, conforme reportagem do Portal.

A RESPOSTA AO MINISTRO

No vídeo, Daniella citou a fala de Durigan e disse que ela não procede. “É proteger o empreendedor, é proteger a verdadeira autoridade deste país”, afirmou.

Ela descreveu o empreendedor como quem gera emprego e renda no país.

OS ARGUMENTOS DE DANIELLA

Daniella afirmou que quem empreende já tem dificuldade de acesso a capital e convive com a taxa de juro real mais alta do mundo, ou seja, a taxa de juros descontada a inflação. Ela disse que o split payment retira capital de quem já está sem fôlego.

Como sinais desse cenário, citou mais de 6 mil empresas que pediram recuperação ou quebraram no semestre e mais de 9 milhões de CNPJs inadimplentes, isto é, com dívidas em atraso. Os números foram apresentados por ela, sem indicação de fonte no vídeo.

A assessora dirigiu a mensagem a MEIs, micro empreendedores e empresários e afirmou que a campanha vai trabalhar “pra quem produz riqueza e não atrapalhar”.

FISCALIZAÇÃO E TECNOLOGIA

Daniella disse que “ninguém quer beneficiar fraudador” e que “a Receita Federal é implacável”. Na avaliação dela, há outras formas de monitorar fraudes, com tecnologia e inteligência artificial, sem retirar capital do empreendedor.

Ela também exibiu um trecho de Haddad e disse que “não existe dinheiro público, existe dinheiro do pagador de impostos”. Daniella afirmou ainda que faltam 17 dias e que “a gente não vai destruir nada que tem mérito”.

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