
Por Enzo Bernardes, de Brasília
Uma pesquisa realizada pela companhia de gestão para PMEs (pequenas e médias empresas) Omie mostra que 56% dos profissionais do setor contábil acompanham conteúdos sobre a reforma tributária, sem um plano de ação definido. Só 5% afirmam ter uma estratégia estruturada.
O levantamento mostra também que a demanda dos clientes já começou. Segundo a pesquisa, 68% dos contadores já foram procurados por clientes para esclarecer dúvidas sobre a reforma. Outros 27% ainda não receberam demandas, mas pretendem tomar a iniciativa com os clientes mais afetados.
Entre as principais preocupações dos profissionais estão o possível aumento da carga tributária, citado por 32%, e os impactos no fluxo de caixa dos clientes, apontados por 28%.
As mudanças frequentes na legislação aparecem como o principal desafio para garantir a conformidade fiscal, mencionadas por 27% dos entrevistados. A pesquisa também mostra que 21% dos contadores dizem ter alta segurança na identificação de despesas passíveis de gerar créditos tributários.
A transição deve alterar a rotina dos escritórios. Para 48% dos profissionais, o período será desafiador, mas representará uma oportunidade de negócios. Já 43% esperam forte sobrecarga e necessidade de reestruturação interna. Após a consolidação das mudanças, 70% dizem que a contabilidade terá um papel mais estratégico e consultivo.
Leia abaixo mais dados da pesquisa:
- 40% apontam os ERPs com integração contábil para clientes como uma das principais ferramentas de competitividade;
- 37% citam ferramentas de automação e workflow;
- Outros 37% apontam ferramentas de integração e API (Interface de Programação de Aplicação, em português);
- 67% consideram softwares de gestão contábil e fiscal importantes para aumentar a competitividade;
- 36% dizem que a reforma tributária vai melhorar significativamente o ambiente de negócios;
- 35% esperam uma melhora somente após a implementação completa da reforma, prevista para 2033;
- 15% dos contadores preveem aumento permanente da complexidade e da responsabilidade técnica após a reforma;
- 11% acreditam que a rotina ficará estabilizada, com mudanças administráveis;
- 10% apontam falhas nos dados enviados pelos clientes como desafio para a conformidade fiscal;
- 14% citam desafios operacionais na estrutura dos clientes;
- 7% apontam a complexidade das obrigações acessórias como principal desafio.
A PESQUISA
A 3ª edição do relatório “Sondagem Omie do Setor Contábil” foi realizada em parceria com:
- Sescon – SP (Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas no Estado de São Paulo);
- Fenacon (Federação Nacional das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas);
- Sescon – MG (Minas Gerais);
- CRC – MG (Conselho Regional de Contabilidade de Minas Gerais);
- Sescon – RS (Rio Grande do Sul).
A pesquisa ouviu 149 profissionais contábeis de todo o Brasil, por meio de um questionário online com 9 perguntas, aberto de 18 de março a 8 de maio de 2026. O público-alvo foi formado por empresas contábeis parceiras e não parceiras da Omie. Segundo a metodologia apresentada no estudo, a amostra tem nível de confiança de 95% e margem de erro de aproximadamente 8%.
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