
Por Gabriel Benevides, de Brasília
O governo federal arrecadou R$ 2,24 bilhões com a tributação de IRRF (Imposto de Renda Retido na Fonte) sobre lucros e dividendos no 1º semestre de 2026. Os dados foram divulgados nesta 5ª feira (30.jun.2026) pela Receita Federal.
A equipe econômica anunciou em 24 de julho que a expectativa atual é arrecadar R$ 17,4 bilhões até o final do ano com a modalidade de tributação. No final do ano passado, esperava-se um saldo de R$ 28 bilhões.
Ou seja, mesmo na metade do exercício, ainda faltam aproximadamente R$ 15 bilhões para bater a projeção em vigência –isso com uma revisão nos cálculos.
O valor arrecadado de janeiro a junho é composto por:
- R$ 1,56 bilhão em dividendos no Brasil;
- R$ 683,1 milhões em dividendos no exterior.
A tributação de dividendos foi proposta pelo governo como uma das principais medidas para compensar a perda de arrecadação decorrente da ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000 por mês.
A compensação da perda de arrecadação provocada pela ampliação da isenção do IR vem de duas frentes: a tributação sobre remessas de dividendos e o chamado Imposto Mínimo, que pode chegar a 10% para contribuintes de alta renda.
O chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita, Claudemir Malaquias, já disse em 28 de abril que o resultado baixo da tributação dos dividendos se dá porque a distribuição dos lucros é concentrada em determinados meses do ano.
Ou seja, quando forem distribuídos, a tendência é que o valor aumente de forma mais abrupta.
Além disso, o Imposto Mínimo incide no ajuste anual da arrecadação. Ou seja, as principais entradas dos valores serão declaradas em 2027, mas contam como arrecadação para o exercício financeiro de 2026.








