
Por Leonardo Alexandre, de São Paulo
A empresa de tecnologia ROIT reuniu jornalistas em um workshop fechado sobre a reforma tributária na 3ª feira (25.ago.2026), em São Paulo, para explicar como preços, o crédito tributário das empresas e a contabilização dos novos tributos a partir de 2027.
Batizado de “1º Pocket ROIT Insights”, o evento foi organizado em parceria com a FSB Comunicação e realizado na sede da agência, em São Paulo. Foram realizadas apresentações do fundador e CEO da ROIT, Lucas Ribeiro, e da sócia e CFO da empresa, Caroline Souza, seguidas por perguntas dos jornalistas presentes.
CRÉDITO E SPLIT PAYMENT
Ribeiro detalhou como o crédito tributário funcionará a partir de 2027. Hoje, muitos dos créditos são presumidos de acordo com a nota fiscal emitida. Com a reforma, só existe se for efetivamente pago.
Lucas ainda comentou o cronograma de implantação do split payment, mecanismo que separa automaticamente o valor do tributo no momento do pagamento de uma compra. A expectativa é que a ferramenta seja usada inicialmente pelos bancos públicos, Banco do Brasil e Caixa, no 2º semestre de 2027.
”A Receita Federal e o Comitê Gestor do IBS [órgão de governança estadual e municipal do novo imposto] estão desenvolvendo sistemas tecnológicos separados para operar a CBS e o IBS”, afirmou Ribeiro. Segundo ele, isso deve gerar diferenças de desempenho entre os 2 tributos.
BALANÇOS
Caroline Souza apresentou a orientação técnica mais recente do CFC (Conselho Federal de Contabilidade) sobre como as empresas devem contabilizar o IBS e a CBS nos seus balanços. Os 2 tributos da reforma não devem passar pelo resultado da companhia, ficando restritos a contas de ativo e passivo.
Caroline também chamou a atenção para o risco de fiscalizações retroativas sobre erros na contabilização dos novos tributos. Explicou que o resultado financeiro de uma empresa em 2027 depende de negociações ativas de preços com fornecedores e clientes, e não apenas da troca de tributos em si.
“O resultado é construído. Se você não fizer o esforço com o time de compras para comprar certo, com o time tributário, financeiro, para garantir o crédito, o resultado piora”, disse Souza.
O encontro terminou com uma rodada de perguntas dos jornalistas presentes, que também puderam conversar individualmente com executivos da ROIT ao final da programação.
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