Congresso antecipa comissão da MP da “taxa das blusinhas” para 6ª feira

O Congresso Nacional
Na imagem, o Congresso Nacional – Foto: Marcos Oliveira via Agência Senado

Por Gabriel Benevides, de Brasília

A comissão que analisará a medida provisória (MP 1.357 de 2026) sobre o fim do II (Imposto de Importação) para compras até US$ 50 iniciará os trabalhos na 6ª feira (28.ago.2026). Na ocasião, serão formalizados o presidente e o relator do texto que trata da chamada “taxa das blusinhas”.

O Legislativo antecipou o calendário. Antes, o colegiado estava previsto para iniciar os trabalhos em 1º de setembro.

O deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG) foi anunciado pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), como presidente da comissão.

O colegiado teve uma reunião aberta em 12 de agosto. Mas o grupo não foi formalmente instalado.

A antecipação do cronograma destravou depois de um almoço na 4ª feira (26.ago.2026) entre os presidentes:

  • da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT);
  • do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP);
  • da Câmara, Hugo Motta.

Na ocasião, os 3 se comprometeram a votar a MP 1.357 na semana iniciada em 31 de agosto.

“Vamos, em comum acordo, instalar a comissão mista da medida provisória que acaba com a ‘taxa das blusinhas’ o mais rápido possível […] com a finalidade de aproveitarmos a janela do esforço concentrado da próxima semana para aprovarmos no plenário da Câmara e, em seguida, no Senado”, disse Motta aos jornalistas presentes. 

ENTENDA

O governo Lula defendeu em 2024 a cobrança de 20% de II sobre as importações até US$ 50. O tema foi aprovado no Congresso.  

O presidente assinou a MP 1.357 de 2026 em maio de 2026 e zerou o tributo sobre as compras internacionais de até US$ 50. 

Uma MP tem validade de lei desde a publicação. Porém, precisa ser aprovada pelo Congresso em até 120 dias para não perder a validade. 

O setor varejista é contra a medida. A CNI (Confederação Nacional da Indústria) publicou uma nota em maio e afirmou que “a ‘taxa das blusinhas’ impediu a entrada de R$ 4,5 bilhões em produtos importados no Brasil”, citando a preservação de 135 mil empregos.

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