Ministro da Fazenda descarta adiar reforma: “Previsão é começar em janeiro”

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, em entrevista a jornalistas em 5 de novembro de 2026 – Foto: Divulgação via Ascom MF

Por Gabriel Benevides, de Brasília

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, descartou nesta 5ª feira (5.nov.2026) um adiamento ou flexibilização das regras da reforma tributária para além de janeiro de 2027.

“Então, apesar de ter muita gente que atrapalhou, apesar de ter insegurança, temos falado com os setores. A nossa previsão é começar em janeiro de 2027”, declarou a jornalistas na sede de seu ministério, em Brasília.

Há um pleito de diversos segmentos que pedem o adiamento das novas regras. A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e a CNI (Confederação Nacional da Indústria) publicaram cartas com a demanda.

O argumento principal utilizado por esses setores é que os sistemas ainda não estão adequados, além de que a divulgação da alíquota da CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) se deu faltando 2 meses para o tributo entrar em vigor.

O percentual proposto pelo TCU (Tribunal de Contas da União) para a contribuição foi de 11,3%, o que pegou empresas e tributaristas de surpresa.

Durigan afirmou que tem conversado com os setores da economia sobre a reforma e criticou pessoas que compartilharam “desinformação” sobre a reforma durante a campanha eleitoral.

“É claro que teve muita gente  durante a eleição que atrapalhou a reforma tributária. Muita desinformação, muito medo do setor produtivo. Mas temos que vencer o medo. E, de novo, o nosso sistema tributário [atual] no Brasil é muito ruim”, disse.

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