
Por Enzo Bernardes, de Brasília
O presidente do CFC (Conselho Federal de Contabilidade), Joaquim de Alencar Bezerra Filho, disse nesta 4ª feira (7.out.2026) que o Conselho está monitorando, junto à Receita Federal, todos os “gargalos” da reforma tributária, como a indefinição das alíquotas da CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e do IS (Imposto Seletivo).
“O CFC está vigilante a toda aplicação da reforma tributária […] O CFC está monitorando, junto com a Receita Federal, todos esses gargalos, toda a parte da interoperabilidade e do avanço tecnológico“, disse o presidente, ao ser questionado pela redação do Portal da Reforma Tributária sobre o cenário atual.
As falas ocorreram no evento “Reforma Tributária pelo Brasil – Edição Distrito Federal”, realizado pela Fenacon (Federação Nacional das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas) em parceira com o CFC, em Brasília.
Na abertura institucional do evento, Joaquim afirmou que o desafio da reforma tributária é maior do que se enxerga hoje por conta das incertezas do cenário atual.
Ainda assim, diz que o CFC enxerga a transição do sistema tributário com “olhos de esperança“, acreditando no alcance de maior segurança jurídica, melhoria do ambiente de negócios e simplificação.
O presidente disse também que o Conselho tem duas missões: capacitar os contadores e fiscalizar a implementação do processo como instituição.
SIMPLES NACIONAL
O presidente do CFC comentou a prorrogação do prazo de solicitação de empresas do Simples Nacional pelo regime de regular de IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), também conhecido como Simples Híbrido. As empresas poderão fazer a escolha até o dia 30 de outubro de 2026.
Ele disse que o objetivo foi dar mais tempo para os empresários e contadores tomarem a decisão. Lembrou ainda que haverá outra janela em 2027 para a tomada de decisão que valerá para o 2º semestre do próximo ano.
“Ele [empresário e contador] pode avaliar se aquele modelo, híbrido ou não, vai funcionar para o seu negócio. Porque a gente sabe que com vários setores, varias áreas de atuação dos negócios e empresas, a reforma vai impactar de uma forma ou outra, sobretudo na questão do crédito tributário. Os empresários vão ter que ficar de olho, se eles vão ter que melhorar o preço, negociar melhor com fornecedores e se realmente o composto do crédito tributário vai ser vantajoso ou não“, disse Joaquim.








