
Por Gabriel Benevides, de Brasília
A Receita Federal e o Ministério da Fazenda não pretendem expandir o período de transição da reforma tributária, segundo apurou o Portal com integrantes dos órgãos nesta 6ª feira (6.nov.2026).
No momento, a ordem é a mesma: a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) será cobrada integralmente a partir de janeiro de 2027.
Segundo relatos em reserva a esta reportagem, nada mudou em relação à posição oficial do ministro da Fazenda, Dario Durigan. Ele descartou um adiamento da cobrança da CBS.
“Então, apesar de ter muita gente que atrapalhou, apesar de ter insegurança, temos falado com os setores. A nossa previsão é começar em janeiro de 2027”, declarou a jornalistas na 5ª feira (5.nov) na sede de seu ministério, em Brasília.
Na ocasião, Durigan disse que o governo pode estender prazos de multa e de prestação de informações acessórias, se necessário, para evitar insegurança no setor produtivo.
Há um pleito de diversos segmentos que pedem o adiamento das novas regras. A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e a CNI (Confederação Nacional da Indústria) publicaram cartas com a demanda.
O argumento principal utilizado por esses setores é que os sistemas ainda não estão adequados, além de que a divulgação da alíquota da CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) se deu faltando 2 meses para o tributo entrar em vigor.
O percentual proposto pelo TCU (Tribunal de Contas da União) para a contribuição foi de 11,3%, o que pegou empresas e tributaristas de surpresa.
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