Coordenador de campanha diz que Flávio Bolsonaro revisará reforma tributária em 6 meses de mandato

Senador Rogério Marinho
Na imagem, o senador Rogério Marinho – Foto: Gabriel Benevides via Portal da Reforma Tributária

Por Leonardo Alexandre, de São Paulo

O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, defendeu novamente uma revisão da reforma tributária. Segundo ele, o movimento seria feito nos primeiros 6 meses do 1º mandato de um eventual governo.

Marinho disse que a alíquota do novo IVA (Imposto sobre Valor Agregado), estimada em 28%, é alta demais e que a revisão da reforma busca reduzi-la.

“Primeiro, o compromisso da agenda presidencial é revisitar a reforma tributária para nós não permitirmos esse absurdo de 28% do IVA”, afirmou durante sabatina em Brasília organizada pela UNECS (União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços).

Ele atribuiu essa alíquota a uma prática de lobby, pela qual alguns setores teriam conseguido reduzir impostos enquanto outros arcariam com o que classificou como a maior carga tributária do mundo.

Flávio já defendeu publicamente diversas vezes uma revisão da reforma tributária do consumo. Inicialmente, a equipe do filho de Jair Bolsonaro disse que isso seria realizado por meio de uma suspensão das regras atuais por 1 ano.

“O que estamos apresentando é um prazo de transição de um ano para rever esse modelo. Do jeito que está, vamos criar mais elisão, mais sonegação e mais evasão fiscal”, declarou o coordenador da campanha Rogério Marinho ao jornal O Globo em 20 de maio.

Depois, o candidato mudou o tom e declarou que ainda não tinha certeza se suspenderia ou não as regras. “A gente está avaliando como vamos fazer isso ainda. Sobre suspensão ou não, sobre atualização ou não”, disse em 6 de agosto no podcast Market Makers.

CRÍTICAS AO GOVERNO ATUAL

Marinho citou ainda uma dívida pública bruta de R$ 10,8 trilhões, dados que batem com divulgações do Banco Central, e os juros reais mais altos do mundo, assim como mostra estimativa da MoneYou. Também fez uma crítica direta à gestão federal.

“Ninguém aguenta mais um governo que, durante essa gestão, aumentou ou criou 30 novos impostos, que está dando prejuízo aos estatais, que está dominado pela corrupção e pela ineficiência”, afirmou o senador.


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