Estudo do IBPT mostra que a sonegação fiscal das empresas caiu para 9,9% em 2025

Imagem: Reprodução via Freepik

Por Redação

O índice de sonegação média das empresas no Brasil correspondeu a 9,9% da arrecadação tributária em 2025, indica levantamento do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação). A 10ª edição do “Estudo sobre Sonegação Fiscal das Empresas Brasileiras” foi publicada em 2 de julho.

A sonegação média caiu de 10,87% dos tributos arrecadados em 2024 para 9,9% em 2025, o que representa uma redução de 0,97 ponto percentual.

Segundo o levantamento, o faturamento não declarado pelas empresas brasileiras é estimado em R$ 2,7 trilhões por ano, enquanto a sonegação tributária alcança cerca de R$ 508,5 bilhões anuais. Em 2025, foram emitidos 776.321 autos de infração em todo o país, equivalentes a uma média de 2.126 autuações por dia, totalizando R$ 349,1 bilhões em tributos federais, estaduais e municipais.

O estudo também aponta que indícios de sonegação estão presentes em 47% das empresas de pequeno porte, 31% das médias e 16% das grandes empresas. Além disso, a indústria concentra o maior volume estimado de sonegação de tributos federais, seguida pelos setores de comércio e serviços.

Confira a seguir os principais dados e conclusões apresentados pelo levantamento:

  • o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) foi o tributo mais sonegado em 2025, seguido pelo IRPJ (Imposto de Renda da Pessoa Jurídica) e pela CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido)
  • o cruzamento eletrônico de obrigações acessórias e o compartilhamento de informações entre os fiscos responderam por 62% dos autos de infração;
  • os principais focos da fiscalização da Receita Federal incluem os maiores contribuintes, operações com criptoativos, plataformas digitais, omissão de receitas e erros cadastrais;
  • o índice de autos de infração foi de 7,7% para tributos federais, 12,5% para o ICMS e 13,6% para o ISS (Imposto Sobre Serviços), resultando em uma média ponderada de 9%;
  • a arrecadação de tributos federais cresceu 14,8% em 2025, enquanto a arrecadação de ICMS avançou 6,6% e a de ISS, 10,5%;
  • os autos de infração de ICMS aumentaram 136,2% em quantidade entre 2024 e 2025, embora o valor total das autuações tenha recuado 2,1%;
  • em contrapartida, a Receita Federal reduziu em 70,6% a quantidade de autos de infração emitidos contra pessoas jurídicas, mantendo praticamente estável o valor total das autuações;
  • segundo o IBPT, o Brasil já apresenta o menor índice de sonegação empresarial da América Latina, em nível semelhante ao observado em países desenvolvidos.

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