
Por Enzo Bernardes, de Brasília
Uma pesquisa realizada pela Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes) de 20 a 28 de julho mostra que 60,9% dos empresários de bares e restaurantes não se sentem preparados para as mudanças da reforma tributária.
Desse total, 43,9% se consideram “pouco preparados” e 17% “nada preparados”. Outros 16,3% dizem não conseguir avaliar o nível de preparação de seus negócios.
Apenas 22,9% se consideram “preparados” ou “muito preparados” para enfrentar a transição.
Já para as empresas optantes pelo regime do Simples Nacional (que representam 71,3% dos entrevistados), apenas 10,6% afirmam se preparar ativamente para a antecipação da escolha do regime tributário, prevista para setembro de 2026.
No período, será possível optar pelo regime e decidir pelo recolhimento de IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) pelo Simples Híbrido ou pelo modelo tradicional.
No regime unificado, IBS e CBS permanecem no DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional), com recolhimento em uma única guia. Já no regime híbrido, os 2 tributos são apurados e recolhidos separadamente, pelas regras do regime regular.
Segundo o levantamento da Abrasel, 33,6% dos empreendedores dizem não ter informações suficientes sobre qual regime escolher. Outros 29% reconhecem a importância da decisão, mas afirmam precisar de mais informações e ferramentas para escolher o regime adequado.
Já 26,8% consideram o prazo curto e avaliam que o mercado ainda não está preparado para orientar as empresas. Somados, esses grupos representam 89,4% dos respondentes optantes pelo Simples Nacional.
Leia mais dados da pesquisa:
- 49,4% querem entender os efeitos da reforma na formação de preços e nas margens de lucro;
- 48,1% buscam informações sobre o funcionamento do IBS e da CBS;
- 46,8% precisam de orientações sobre a redução de 40% da alíquota para o setor e as regras de apropriação de créditos;
- 34,5% têm dúvidas sobre permanecer no Simples Nacional tradicional ou aderir ao modelo híbrido;
- 34% apontam dúvidas sobre o funcionamento do split payment;
- 26,6% têm dúvidas sobre obrigações acessórias, emissão de notas fiscais e riscos de autuação;
- 16,4% querem entender as etapas da transição e as datas de implementação;
- 22,5% não sabem avaliar se os impactos da reforma serão positivos ou negativos para o setor;
- 22,9% não sabem avaliar os efeitos da reforma sobre o próprio negócio;
- 54,2% avaliam que os impactos sobre o setor serão negativos ou muito negativos;
- 52,9% esperam impactos negativos ou muito negativos sobre os próprios negócios.
O levantamento ouviu 1.480 empresários do setor de alimentação fora do lar. A pesquisa foi realizada de 20 a 28 de julho de 2026. Participaram empresas de todas as regiões do país.
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