
Por Gabriel Benevides, de Brasília
Os candidatos à Presidência da República formalizaram as candidaturas no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e disponibilizaram seus planos de governo no sistema da Corte.
Nesta reportagem, o Portal mostra quais são as principais propostas de cada um para a reforma tributária e outros temas que envolvem impostos.
Os nomes serão apresentados da maior para a menor intenção de voto, conforme pesquisa Quaest realizada de 10 a 13 de agosto. No caso dos candidatos que não pontuaram, serão apresentados em ordem alfabética. Leia abaixo as propostas de cada um:
LULA
O plano do candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 80 anos, não propõe grandes ajustes na reforma tributária e deixa clara a intenção de manter o cronograma conforme o elaborado pelo seu atual governo.
“Nosso desafio é sustentar taxas robustas de crescimento, ampliar os investimentos, elevar a produtividade e consolidar os avanços promovidos pela reforma tributária ”, diz o plano de governo.
Porém, alguns pontos são destaque no documento:
- Imposto Seletivo – o plano menciona a intenção de “desestimular produtos nocivos à saúde” por meio do novo tributo, que incidirá também sobre itens considerados danosos ao meio ambiente;
- Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional – criado pela reforma para reduzir as desigualdades regionais, o documento defende a regulamentação do fundo “no próximo período”;
- Ambiente de negócios – o documento fala em “assegurar tratamento tributário justo na implementação da reforma”.

Para além da reforma, o presidente Lula menciona a intenção de trazer uma “simplificação” na cobrança de tributos para trabalhadores autônomos e empreendedores.
No geral, os outros temas tributários abordados no plano de governo de Lula dizem respeito ao que já foi feito no seu atual mandato.
Fala-se na isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5.000 ao mês, a implementação do Imposto Mínimo sobre a renda superior a R$ 600 mil ao ano e também na tributação de offshores.
🔎 Pesquisa Quaest: Lula tem 38% das intenções de voto no 1º turno.
O documento também afirma que o atual governo “elevou a faixa de faturamento para o MEI”. A afirmação está incorreta.
De fato, a equipe de Lula enviou um projeto à Câmara com a atualização do limite para R$ 140 mil ao ano a partir de 2028. Porém, o texto ainda não foi aprovado e as regras não estão em vigor efetivamente.
O presidente também não traz em seu plano uma intenção de elevar o teto de faturamento para as outras categorias do Simples Nacional, microempresa e empresa de pequeno porte.
📄 O plano de governo de Lula tem 84 páginas. Clique aqui para acessar o documento na íntegra.
FLÁVIO BOLSONARO
O candidato e senador, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), 45 anos, traz em seu plano de governo aquilo que já defendeu publicamente diversas vezes: uma revisão da reforma tributária do consumo.
Em seu documento, ele critica a estimativa de IVA (Imposto sobre Valor Agregado) próximo de 30% e afirma que isso afasta o Brasil dos padrões de países desenvolvidos.
Em junho, Flávio chegou a mencionar a intenção de levar o tributo a 20%. O coordenador da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), já afirmou que as mudanças virão por meio de uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição).
“Vamos promover a revisão e o redimensionamento da reforma tributária em curso e da majoração de impostos efetuada pelo atual governo, com o objetivo de reduzir efetivamente a carga sobre a produção e o consumo. Vamos corrigir suas distorções, reduzir o IVA”, diz o plano do candidato.
Segundo ele, a ideia é diminuir o número de regimes específicos e exceções dentro da reforma para que a alíquota padrão do IVA caia.

O plano de governo não menciona, mas Flávio já defendeu publicamente em agosto uma revisão do Imposto Seletivo sobre alimentos ultraprocessados.
Ele também propôs em 6 de agosto uma “transição melhor” para a implantação do split payment (pagamento fracionado do tributo).
Ele afirmou que o novo modelo pode afetar o fluxo de caixa de comerciantes e empreendedores, já que o tributo será recolhido automaticamente no momento da compra. Para o parlamentar, o setor precisará de mais tempo para se adaptar à mudança.
🔎Pesquisa Quaest: Flávio Bolsonaro tem 31% das intenções de voto no 1º turno.
Especialistas consultados pelo Portal afirmaram que uma suspensão da reforma poderia trazer um impacto no investimento de multinacionais no Brasil, que teriam mais imprevisibilidade.
Em geral, o plano de governo de Flávio Bolsonaro traz diversas vezes de forma genérica uma vontade de reduzir impostos. Não há estimativas de renúncia.
Outras propostas tributárias do senador incluem:
- IOF – fim gradual do Imposto sobre Operações Financeiras incidente sobre as operações com câmbio;
- energia elétrica e combustíveis – o documento fala em reduzir os tributos sobre esses setores.
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RENAN SANTOS
O candidato Renan Santos (Missão), 42 anos, não menciona a reforma tributária nominalmente em seu plano de governo. Porém, traz uma série de discussões sobre a cobrança de tributos com a perspectiva de ajuste fiscal severo, corte de privilégios fiscais e atração de investimentos por meio de regimes especiais.

O plano propõe a aprovação da chamada PEC do Equilíbrio Fiscal. O texto prevê a redução drástica das isenções fiscais concedidas pelo governo, com estimativa de gerar uma economia de R$ 104 bilhões até 2031.
🔎Pesquisa Quaest: Renan Santos tem 4% das intenções de voto no 1º turno.
Ainda há previsão da criação de Zonas Econômicas Especiais para algumas localidades do Nordeste. O objetivo seria criar regimes especiais de IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços). Também se estipula a redução de direitos aduaneiros.
Junto com medidas de infraestrutura, esse seria um objetivo para desenvolver mais a região.
📄 O plano de governo de Renan Santos tem 51 páginas. Clique aqui para acessar o documento na íntegra.
RONALDO CAIADO
O candidato Ronaldo Caiado (PSD), 76 anos, não traz em seu plano de governo propostas de mudanças para a reforma tributária.
O tema só é mencionado uma vez quando o documento fala em “criar regime tributário estável para bens de capital e serviços de data center, coerente com a reforma tributária”.

Porém, Caiado já falou sobre o assunto publicamente. Ele defendeu em 7 de agosto rever pontos da reforma que, para ele, prejudicam a iniciativa privada.
“Eu vou revisar todos esses pontos [da reforma tributária] que hoje estão penalizando a iniciativa privada. Rever pontos que são fundamentais para que diminua a burocracia”, afirmou em entrevista à GloboNews.
Ele também já abordou o tema em junho, quando disse ser necessário fazer uma análise mais ampla da reforma na prática. Entretanto, não se declarou contra a atualização das regras.
“Precisamos entender que uma reforma vai mexer na vida de 215 milhões de brasileiros. Então, isso é algo que precisa ser avaliado, com as graduações que vão vir acontecendo. Para ver setores que não estão sobrevivendo”, afirmou.
🔎 Pesquisa Quaest: Ronaldo Caiado tem 4% das intenções de voto no 1º turno.
Outros aspectos tributários do seu plano de governo incluem:
- estabilização fiscal – o documento estabelece que o equilíbrio das contas públicas não será baseado “em aumentos sucessivos de impostos”;
- benefícios fiscais – defende uma análise ampla das renúncias. “Benefícios sem resultado ou incompatíveis com as prioridades nacionais serão reduzidos ou encerrados”, diz o texto;
- smartphones – reduzir carga tributária dos aparelhos de entrada para facilitar o acesso da população e promover a inclusão digital;
- pesquisa – documento fala em “modernizar” Lei do Bem (nº 11.196 de 2005) e ampliar o seu alcance para pequenas e médias empresas. O mecanismo oferece incentivos fiscais a empresas com investimento em pesquisa.
📄O plano de governo de Ronaldo Caiado tem 100 páginas. Clique aqui para acessar na íntegra.
AUGUSTO CURY
O candidato Augusto Cury (Avante), 67 anos, promete em seu plano de governo “avaliar” os impactos da reforma tributária nos setores da economia para propor mudanças caso seja necessário.
Segundo o texto, serão observados especialmente aspectos que prejudiquem micro e pequenas empresas, além de segmentos “estratégicos” para a geração de empregos.
“Caso sejam identificadas distorções ou prejuízos relevantes, serão propostos os ajustes necessários, respeitando os princípios constitucionais e a segurança jurídica”, diz o plano de governo.

Outro compromisso é a divulgação dos impactos dos regimes diferenciados de forma “transparente”.
Para Cury, esses mecanismos poderão levar a alíquota padrão do IVA para um patamar mais baixo em relação ao que se projeta atualmente (na faixa de 28% a 29%) se combinado com uma redução de gastos.
“Nosso compromisso não será apenas administrar a transição, mas trabalhar para que ela resulte em carga menor para o cidadão e para o setor produtivo”, lê-se no documento.
🔎 Pesquisa Quaest: Augusto Cury tem 2% das intenções de voto no 1º turno.
O candidato do Avante ainda propõe mudanças mais profundas que a reforma tributária. Segundo ele, é necessário rever a distribuição de tributos entre União, estados e municípios.
Cury defende que as cidades são desfavorecidas no modelo atual e deveriam ter a arrecadação fortalecida. Por isso, traz a “proposta de revisão do pacto federativo no aspecto tributário”.
Outro aspecto do texto diz respeito à criação de zonas francas de exportação, que seriam concentradas em:
- Fortaleza (CE), com foco em energia renovável e tecnologia para fortalecer o comércio com América do Norte e Europa;
- Bahia, para a indústria petroquímica e equipamentos para fortalecer exportações para a África e Europa;
- Rio de Janeiro, com foco na cadeia de óleo e gás, além da robótica;
- São Paulo, como principal polo brasileiro de indústria de tecnologia de ponta;
- Rio Grande do Sul, com foco na agroindústria voltada ao Mercosul.
No aspecto dos pequenos negócios, propõe-se criar um mutirão de formalização inclusão automática no Simples Nacional, tributação reduzida e licença em até 48h.
📄 O plano de governo de Augusto Cury tem 200 páginas. Clique aqui para acessar o documento na íntegra.
ROMEU ZEMA
O candidato Romeu Zema (Novo), 61 anos, dá pouco destaque à reforma tributária ao longo de seu plano de governo.
Ele diz ter o objetivo de “evitar” que a regulamentação das regras “replique a complexidade do sistema atual por meio de burocracias desnecessárias, regimes especiais, exceções e tratamentos favorecidos”.

Outro ponto citado é o monitoramento sobre os impactos das regras para se ter um “compromisso verificável de neutralidade da carga tributária”.
🔎 Pesquisa Quaest: Romeu Zema tem 2% das intenções de voto no 1º turno.
Para outros temas ligados a tributos, Zema defende o seguinte:
- carga tributária – criação de uma meta para redução de tributos a cada ano, com previsão de cortes de gastos para abarcá-la;
- IRPJ – mudança no sistema de cobrança do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica para que a Receita Federal calcule o valor devido a partir da nota fiscal eletrônica, não o contribuinte. A ideia é eliminar anexos e obrigações acessórias;
- IOF – redução do tributo ao nível equivalente dos países desenvolvidos;
- emprego – reduzir as contribuições sobre a folha de salários que não se relacionam ao trabalho, como o repasse ao Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária);
- energia elétrica – reduzir encargos e subsídios que incidem sobre a conta de luz.
📄 O plano de governo de Romeu Zema tem 81 páginas. Clique aqui para acessar o documento na íntegra.
SAMARA MARTINS
A candidata Samara Martins (UP), 38 anos, apresenta em seu plano de governo uma crítica à atual reforma tributária do consum.
Segundo o documento, a atual estrutura fiscal penaliza a classe trabalhadora ao priorizar impostos indiretos que incidem igualmente sobre ricos e pobres.
Como alternativa, o programa defende uma “reforma tributária que seja a favor dos trabalhadores”, fundamentada na tributação progressiva do capital e na desoneração do consumo.

Outro compromisso assumido pela candidata é o combate à desoneração concedida a grandes corporações, criticando o montante anual de isenções fiscais mantido pelo Estado.
A candidata propõe mudanças estruturais profundas na arrecadação do país. Segundo o texto, é necessário inverter a lógica arrecadatória tradicional do Brasil, cobrando mais de quem ganha mais.
🔎 Pesquisa Quaest: Samara Martins tem 1% das intenções de voto no 1º turno.
Samara defende que a reforma deve promover a justiça fiscal e desonerar os itens de subsistência das famílias. Por isso, o documento traz propostas centrais para o sistema tributário e financeiro:
- isenção do Imposto de Renda para a classe trabalhadora;
- eliminação total de impostos sobre itens da cesta básica, remédios, vestuário e produtos essenciais de limpeza e higiene pessoal;
- tributação progressiva sobre grandes fortunas, lucros, dividendos e heranças de bilionários;
- redução imediata das alíquotas do IVA/ICMS para produtos de consumo geral;
- confisco de bens de sonegadores e de empresas envolvidas em fraudes fiscais e contra o patrimônio público.
CLARIANA BARÃO
A candidata Clariana Barão (DC), 39 anos, traz análises sobre questões tributárias pelo ponto de vista da revisão de benefícios fiscais. A ideia é reformar os incentivos e dar mais transparência ao tema.

🔎 Pesquisa Quaest: Clariana Barão não pontuou nas intenções para o 1º turno.
📄 O plano de governo de Clariana Barão tem 15 páginas. Clique aqui para acessar o documento na íntegra.
EDMILSON COSTA
O candidato Edmilson Costa (PCB), 76 anos, propõe em seu plano de governo uma nova reforma tributária que acompanhe a renda da população.
A ideia é cobrar os tributos de forma progressiva de acordo com o rendimento do contribuinte. Não há mais detalhes sobre como seria essa cobrança.

🔎 Pesquisa Quaest: Edmillson Costa não pontuou nas intenções para o 1º turno.
Além disso, propõe-se a redução da tributação sobre o consumo.
Outros pontos do plano de governo incluem:
- Imposto de Renda – isenção do Imposto de Renda para quem ganha até 1 salário-mínimo necessário calculado pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). Em julho, esse valor foi de R$ 7.687,01;
- tributação ambiental e de emissões – tributar emissões de gases poluentes e outros danos ambientais, como a contaminação de solos e águas.
📄 O plano de governo de Edmilson Costa tem 16 páginas. Clique aqui para ler o documento na íntegra.
HERTZ DIAS
O candidato Hertz Dias (PSTU), 55 anos, também não trouxe informações sobre a reforma tributária do consumo em seu plano de governo.

🔎 Pesquisa Quaest: Hertz Dias não pontuou nas intenções para o 1º turno.
As principais propostas tributárias são:
- IRPF – isenção do Imposto de Renda para quem recebe até 10 salários mínimos com correção e a atualização integral da tabela para os assalariados, além de alíquotas progressivas para as faixas que ultrapassarem esse patamar;
- grandes fortunas – “taxação fortemente progressiva” sobre os lucros das empresas bilionárias de diversos setores. Menciona como público-alvo quem tem mais de R$ 1 bilhão;
- dividendos – tributação ampliada sobre a remessa de lucros e capitais ao exterior;
- renúncias – fim de todos os benefícios, subsídios e incentivos fiscais e tributários concedidos às grandes empresas, ao grande agronegócio e aos monopólios nacionais e internacionais.
📄 O plano de governo de Hertz Dias tem 33 páginas. Clique aqui para ler o documento na íntegra.
RUI COSTA PIMENTA
O candidato Rui Costa Pimenta (PCO), 69 anos, propõe o fim de todos os tributos que incidem sobre o consumo e sobre os salários da classe trabalhadora.

🔎 Pesquisa Quaest: Rui Costa Pimenta não pontuou nas intenções de voto no 1º turno.
Ele também defende que a cobrança de impostos seja feita unicamente sobre os ganhos dos “capitalistas”. Outra proposta é a instituição do Imposto sobre as Grandes Fortunas para custear as aposentadorias e pensões de forma integral.
Rui Costa Pimenta pede a cobrança imediata das dívidas das grandes empresas com o sistema previdenciário. Caso as empresas não paguem, propõe a tomada do controle dessas empresas pelo Estado, sob gestão dos trabalhadores.
WILSON GRASSI
O candidato Wilson Grassi (Democrata), 56 anos, propõe uma nova reforma tributária: substituir 9 tributos federais por um único imposto, chamado IUF (Imposto Único Federal).
A cobrança seria feita automaticamente pelos bancos sobre as movimentações financeiras, com incidência de 2% no débito e 2% no crédito. A alíquota definitiva, porém, seria definida após estudo de impacto.
A proposta prevê a extinção dos seguintes tributos:
- Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social);
- CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) ;
- IOF (Imposto sobre Operações Financeiras);
- IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados);
- salário-educação;
- Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) sobre combustíveis e remessas;
- ITR (Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural);
- contribuições ao Sistema S.
- contribuição previdenciária patronal sobre a folha.
ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) e ISS (Imposto sobre Serviços) seriam mantidos, assim como FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), PIS (Programa de Integração Social) e impostos de importação e exportação.

Grassi também propõe elevar a faixa de isenção do Imposto de Renda para 5 salários mínimos, o equivalente a R$ 8.105 em valores de 2026.
As atuais alíquotas seriam mantidas, mas aplicadas a partir desse novo limite. Segundo o plano, cerca de 9,4 milhões de pessoas que hoje pagam IR deixariam de pagar.
Segundo ele, a extinção da CSLL faria a alíquota nominal do IRPJ cair de 34% para 25%. O plano afirma que a redução não representaria uma nova renúncia fiscal, porque a parcela atualmente arrecadada pela CSLL passaria a ser recolhida por meio do IUF.
🔎 Pesquisa Quaest: Wilson Grassi não pontuou nas intenções de voto no 1º turno.
O candidato também prevê medidas para reduzir os efeitos da mudança sobre a economia. Entre elas estão:
- devolução do IUF incidente ao longo das cadeias exportadoras;
- mecanismos para tratar cadeias produtivas longas e uma revisão automática caso a arrecadação do novo imposto fique abaixo do previsto;
Além da reforma, o plano prevê simplificação para pequenos negócios, com revisão do enquadramento do MEI e criação de um ambiente digital único para abertura, alteração e baixa de empresas.
A reforma tributária seria enviada ao Congresso por meio de uma PEC no 1º semestre do 1º mandato e teria transição gradual.
📄 O plano de governo de Wilson Grassi tem 58 páginas. Clique aqui para ler o documento na íntegra.
PESQUISA QUAEST
A pesquisa Quaest ouviu 2.004 pessoas de 10 a 13 de agosto. Foi divulgada em 14 de agosto. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. O número de registro da pesquisa é BR-06773/2026.
Nas intenções para o 1º turno, 8% registraram Branco/nulo/não vai votar. Indecisos são 10%. O levantamento testou Leonardo Avalanche (PRTB), que não pontuou.
Pablo Marçal (PRTB) está registrado como candidato a presidente no TSE. Porém, ele está inelegível até 2032 por determinação da Justiça. A Corte Eleitoral ainda precisa aprovar as candidaturas.








