
Por Gabriel Benevides, de Brasília
A arrecadação do governo federal atingiu R$ 266,79 bilhões em maio de 2026. O valor representa o maior nível para o mês na série histórica do indicador, iniciada em 1995. Os dados foram divulgados nesta 5ª feira (25.jun.2026) pela Receita Federal.
O crescimento real (corrigido pela inflação) foi de 10,69% comparado ao mesmo período do ano passado, quando foram arrecadados R$ 241,03 bilhões. A arrecadação em maio de 2026 foi composta por:
- R$ 256,32 bilhões arrecadados pela Receita;
- R$ 10,48 bilhões arrecadados por outros órgãos.
O governo federal tem batido recordes recorrentes na arrecadação. O resultado de maio também representou o maior patamar de receita gerada para o mês em toda a série histórica.
O Portal da Reforma Tributária mostra abaixo como se comportou o indicador para os meses de maio desde 1995:

De todos os tributos de competência da Receita, o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) apresentou uma das maiores altas. Foram R$ 8,16 bilhões em maio deste ano ante R$ 6,22 bilhões no mesmo período de 2025 –crescimento real de 31,11%.
O resultado foi impulsionado pelos decretos que aumentaram a alíquota do imposto financeiro para diversas operações, incluindo câmbio e cartão internacional. Segundo a Receita, também houve influência das operações de crédito, dos seguros e das saídas de moeda estrangeira.
Outra alta relevante veio no IRPJ (Imposto de Renda sobre a Pessoa Jurídica) e na CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido), que atingiram R$ 36,77 bilhões em maio e expandiram 33,11% em relação ao mesmo período do ano passado.
Segundo a Receita, o crescimento da tributação sobre a renda coorporativa se deu especialmente por causa de pagamentos atípicos no mês e da tributação sobre o Lucro Presumido.
A arrecadação com os principais tributos sobre o consumo (PIS/Pasep e Cofins) cresceu 1,42% em maio na comparação com o mesmo mês de 2025 e atingiu R$ 49,866 bilhões.
ACUMULADO DO ANO
A arrecadação de janeiro a maio de 2026 somou R$ 1,14 trilhão. O resultado representa uma variação real de 6,67%.
Leia abaixo a apresentação divulgada nesta 5ª feira (25.jun.2026) pela Receita Federal:




