“Um prejuízo”, diz Barreirinhas sobre proposta de Flávio Bolsonaro para a reforma tributária

Na imagem, da esquerda para a direita: Robinson Barreirinhas e Flávio Bolsonaro – Reprodução Jefferson Rudy e Saulo Cruz via Agência Senado

Por Gabriel Benevides, de Brasília

O secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, disse nesta 5ª feira (25.jun.2026) que suspender a reforma tributária seria “um prejuízo”. A proposta tem sido defendida pelo senador e pré-candidato à presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

“Já sabíamos que haveria uma série de ataques, de fake news a partir desse ano. Mas não existe hipótese de voltarmos atrás porque seria um prejuízo muito grande para o contribuinte brasileiro”, declarou Barreirinhas após pergunta do Portal da Reforma Tributária.

Ele falou sobre o assunto durante entrevista a jornalistas no Ministério da Fazenda, em Brasília, sobre a apresentação do relatório de atividades de 2025 do Fisco. Assista à coletiva no vídeo abaixo:

Barreirinhas mencionou que seria contraditório abordar um empresário e dizer o seguinte: “Lembra que eu falei que você não precisava mais trabalhar com 27 legislações estaduais e 5.000 legislações municipais? Agora vai ter que trabalhar porque vamos adiar”.

A fala acima se refere à unificação da legislação tributária do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), que passará a ser unificada para todos os estados e municípios. Para os tributos atuais, cada governo estadual e municipal tem as próprias regras.

“Não há porque se cogitar alguma coisa drástica como alguns estão dizendo aí, que repito, claramente tem um viés muito mais político do que técnico”, disse o secretário.

A PROPOSTA DE FLÁVIO

O senador manifestou a intenção de promover uma nova reforma tributária caso seja eleito presidente. A equipe de campanha já defendeu uma “pausa” de 1 ano na implementação das regras. O objetivo seria suspender o cronograma de transição para reavaliar os impactos econômicos antes de uma consolidação definitiva.

Flávio Bolsonaro também já sinalizou um descontentamento com o modelo atual de IVA (Imposto sobre Valor Agregado).

Ele mencionou na 2ª feira (22.jun) a possibilidade de se ter um IVA de 20% por meio da redução de regimes favoráveis à reforma. Esse percentual é consideravelmente menor do que as projeções oficiais para a alíquota padrão, que hoje giram em torno de 26% a 28%.

O coordenador de sua campanha, Rogério Marinho, reforça críticas aos subsídios e regimes diferenciados previstos na legislação atual. A pré-candidatura defende que o excesso de exceções é o que obriga a alíquota geral a ser elevada.

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