Governo retira subvenção de R$ 0,35 ao diesel a partir de 4ª feira

Dario Durigan
Na imagem, Dario Durigan – Foto: Diogo Zacarias via MF

Por Gabriel Benevides, de Brasília

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou nesta 3ª feira (30.jun.2026) que o governo vai retirar a subvenção de R$ 0,35 vigente sobre o litro do óleo diesel a partir de 4ª feira (1º.jul). Esta medida havia começado em 1º de junho.

“Estamos tirando a subvenção de R$ 0,35 do diesel a partir de amanhã. Estamos anunciando isso agora. É uma portaria do Ministério da Fazenda que assinei e será publicada amanhã, já gerando efeitos imediatos”, declarou o ministro em entrevista a jornalistas em Brasília.

Segundo ele, o fim da iniciativa virá por causa do atual cenário do preço global do petróleo. O conflito entre Estados Unidos e Irã encareceu a commodity internacionalmente. Agora, ambos os países estão sob um memorando que prevê cessar-fogo e 60 dias para negociar questões nucleares. 

“Estamos olhando o padrão de comportamento dos agentes de mercado, entendendo que eles já estão se adaptando às novas condições, portanto podemos retirar essa subvenção dos R$ 0,35 com uma presunção de neutralidade de preço”, declarou o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, à imprensa.

Subsídio é um apoio financeiro público para reduzir custos. O governo paga parte do preço do diesel para que o item fique mais barato aos consumidores. 

A forma que a equipe econômica encontrou de compensar os gastos com o subsídio ao diesel foi o aumento para 12% da alíquota de exportação para os óleos brutos de petróleo. Além disso, instituiu-se o percentual de 50% para exportações de diesel. 

Segundo Dario Durigan, haverá uma revisão da alíquota. O percentual pode ser extinto ou reduzido a zero conforme as subvenções forem retiradas.

“Temos reavaliado. O prazo da medida provisória que estabelece o Imposto de Exportação tem previsão até meados de julho. E a gente vai seguir acompanhando, seja para não ter uma renovação ou algo no meio do caminho a depender da conjuntura”, disse.

O governo ainda não encerrou todas as medidas criadas para aliviar os preços dos combustíveis. Permanecem, por exemplo:

  • O subsídio de R$ 0,44 por litro de gasolina. Segundo Moretti, o debate sobre o fim deste incentivo será realizado “em breve”
  • Subvenção de R$ 1,20 por litro de diesel importado, da qual metade é bancado pela União e a outra metade pelos estados.
  • Subvenção de R$ 1,12 por litro de diesel.

Moretti compartilhou ainda o impacto fiscal de todas as iniciativas deste ano para baratear o preço dos combustíveis.

A medida provisória (MP nº 1.340 de 2026) que estabeleceu a subvenção de R$ 0,32 do diesel teve um impacto de R$ 7 bilhões. Este benefício acabou em 31 de maio.

Já as atuais subvenções da gasolina e a do diesel (que irá acabar) representaram um gasto de R$ 3 bilhões. A subvenção de R$ 1,12 teve um impacto de R$ 5,5 bilhões. Enquanto o cofinanciamento dos estados e União custou R$ 550 milhões.

Ou seja, até o momento, foram gastos R$ 16 bilhões com as medidas de subsídio para baratear combustíveis.

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